Trabalho feito na tarde desta quarta-feira (8) busca esclarecer dinâmica do crime. Defesa da suspeita pediu instauração de incidente de insanidade mental.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta terça-feira (8), a reconstituição dos assassinatos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita do crime, participou da ação.
O trabalho foi conduzido pelos investigadores no imóvel onde o crime aconteceu e teve como objetivo esclarecer a dinâmica dos assassinatos, confrontando a versão apresentada pela principal suspeita com os vestígios levantados pela perícia.
A diarista chegou a aparecer na janela do apartamento no momento da reconstituição. Ao deixar o local, em carro da polícia, a mulher foi hostilizada por populares, que vaiaram e gritaram “assassina”.
A reconstituição começou por volta de 13h30, logo que Paola chegou do Presídio de Ribeirão das Neves, onde está presa, e durou cerca de duas horas.
O advogado de Paola, Bruno Lemos, disse que formalizou um pedido para que a Polícia Civil represente judicialmente pela instauração de incidente de insanidade mental – procedimento que avalia se a investigada era capaz de entender o caráter ilícito de seus atos.
“Em diversos momentos, nós tivemos que pausar a reprodução para ela se recuperar, para recordar o que aconteceu. Em diversos momentos, houve confusão. Ela não conseguiu explicar de forma clara, inequívoca o que aconteceu dentro do apartamento. […] Tudo leva a crer que ela possui um histórico sensível em relação à saúde mental”, afirmou o advogado.
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Relembre o caso
O casal foi encontrado morto no dia 30 de junho pelo filho, que foi até o apartamento após não conseguir falar com os pais. A investigação concluiu tratar-se de um caso de latrocínio, quando há roubo seguido de morte.
Em menos de três dias, a diarista Paola foi presa. Ela foi localizada em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, onde estava com o filho de 6 anos. Ela confessou o crime aos policiais.
A perícia identificou mais de 40 facadas em Cláudio Atala e sete em Maria Clotilde. Os dois também apresentavam ferimentos de defesa.
A investigação apontou que o crime aconteceu no dia anterior, quando a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, esteve no imóvel para o primeiro dia de trabalho. Segundo a Polícia Civil, ela foi indicada por um parente das vítimas para fazer uma faxina no apartamento.
Ao ser presa em Itabira, a suspeita confessou os assassinatos aos investigadores. Conforme a Polícia Civil, ela afirmou que dopou o casal com um medicamento antes de atacá-lo com uma faca, que foi encontrada na residência.
Depois, a mulher levou relógios, joias, celulares e outros objetos de valor. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e saída de Paola.
A investigação trata o caso como latrocínio (roubo seguido de morte). A Polícia Civil ainda apura se outras pessoas ajudaram na fuga da suspeita e na venda dos objetos roubados, além de tentar localizar a faca usada no crime e recuperar todos os bens levados do apartamento.
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Fonte: Ana Carolina Ferreira, André Junqueira, g1 Minas e TV Globo — Belo Horizonte – 08/07/2026




