terça-feira, setembro 22, 2026
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Literatura brasileira perde Zuenir Ventura

Morreu nesta terça-feira (22) o jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Zuenir Ventura. Segundo a Academia Brasileira de Letras, a causa da morte foi uma pneumonia. Zuenir Ventura foi autor de livros que se tornaram referências do jornalismo e da literatura brasileira, entre eles “1968 — O ano que não terminou”, lançado em 1988 e ainda hoje reeditado. Na obra, o jornalista retrata um dos períodos mais repressivos da ditadura militar brasileira, iniciada em 1964.

Em 1989, Zuenir produziu para o Jornal do Brasil uma série de reportagens sobre o assassinato do seringueiro e líder ambientalista acreano Chico Mendes (1944-1988). O trabalho recebeu os prêmios Esso e Vladimir Herzog de Jornalismo daquele ano. O material foi posteriormente transformado em livro, publicado em 2003 com o título “Chico Mendes – Crime e castigo”.

Em 2008, a Organização das Nações Unidas (ONU) concedeu a Zuenir um prêmio especial por sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil ao longo de três décadas. Dois anos depois, em 2010, ele foi eleito “Jornalista do Ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros. Em 2014, Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira que havia pertencido ao dramaturgo e escritor paraibano Ariano Suassuna, morto naquele mesmo ano.

O velório será realizado nesta quarta-feira (23), na sede da Academia, no Centro do Rio de Janeiro. O corpo será enterrado no mausoléu da instituição, no Cemitério São João Batista.

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