segunda-feira, setembro 28, 2026
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O que está em jogo nas eleições para o Senado?

Além de participar da elaboração e aprovação de leis, é o Senado que decide sobre indicação e processos de impeachment de ministros do STF e do presidente. Série de vídeos do g1 explica as eleições de 2026, os cargos em disputa e tira dúvidas.

O resultado das eleições para o Senado em 2026 pode ter impacto direto na relação entre os três Poderes da República. Isso porque além de participar do desenvolvimento das leis e da fiscalização do governo, a Casa tem atribuições exclusivas que interferem diretamente no Executivo e no Judiciário.

Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, o equivalente a dois terços das cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.

Na prática, o resultado da eleição vai definir a composição do Senado para os próximos anos e, consequentemente, quais grupos terão mais força nas votações e nas decisões que dependem da Casa.

📍Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores.

O que só o Senado faz?

Entre as competências exclusivas dos senadores está a análise das indicações feitas pelo presidente da República para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diretores do Banco Central, procurador-geral da República e embaixadores.

No caso dos ministros do Supremo, a indicação precisa ser aprovada por maioria absoluta do Senado.

Um exemplo recente da influência da Casa sobre a composição do Supremo ocorreu em abril. O Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias, nome enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no STF.

O nome havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas não alcançou os 41 votos necessários no plenário, por isso acabou barrado. Foi a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos.

A votação mostrou, na prática, como a composição do Senado pode ter impacto sobre decisões que ultrapassam o Legislativo. Com a renovação de dois terços da Casa em 2026, o resultado das urnas também definirá os parlamentares que terão participação nessas decisões nos próximos anos.

Casos de impeachment

O Senado também é responsável por processar e julgar, nos crimes de responsabilidade, o presidente da República e ministros do STF.

No caso de um impeachment presidencial, cabe à Câmara autorizar a abertura do processo, enquanto o julgamento é feito pelo Senado.

Foi o que ocorreu no processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. A Câmara autorizou a abertura do processo e o Senado conduziu o julgamento. Em agosto daquele ano, os senadores decidiram, por 61 votos a 20, pela perda do mandato da então presidente.

Fonte: Ana Flávia Castro, g1 — Brasília – 28/09/2026

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