Família denuncia bullying recorrente e falta de supervisão na escola tradicional da capital.
Casos de violência física e psicológica em ambientes escolares dificilmente começam de forma repentina, pois costumam se arrastar por semanas e meses até culminarem em episódios mais graves.
Um estudante relata ter sido vítima de agressões físicas cometidas por outros alunos no Colégio Marista, no bairro de Nazaré, Belém, na quarta-feira (11). A Polícia Civil investiga o caso de forma sigilosa e a família cobra medidas efetivas da instituição de ensino.
O menino, cuja idade e identidade não serão divulgadas em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, teria sofrido socos no rosto dentro das dependências da escola.
Testemunhas também relatam que diversos estudantes incentivaram o confronto e transformaram o espaço em uma espécie de arena de luta, em torno da cena. As agressões deixaram marcas visíveis na vítima.
A boca do menino sangrou após os golpes e o lado direito do rosto apresentou vermelhidão e inchaço. O exame de corpo de delito comprovou as lesões.
Segundo o depoimento da vítima à polícia, apenas a intervenção de um homem que passava pelo local interrompeu a violência. O pai destacou a dita ausência de supervisão adulta no momento do incidente.
Histórico de violência ignorado
A família alega que o filho sofre agressões e bullying dentro da escola desde 2025. Os episódios incluem:
- “Brincadeiras” maldosas e ofensivas;
- Chutes e socos em diversas ocasiões
- Assédio moral praticado por outros estudantes.
Os responsáveis afirmam ter procurado a direção do colégio várias vezes, mas alegam que nenhuma ação concreta foi tomada. Em 2025, outro aluno teria praticado bullying contra a vítima e só foi retirado da instituição ao fim do ano letivo.
Investigação policial em andamento
A Polícia Civil do Pará confirmou que o caso está sob investigação sigilosa. A vítima passou por escuta especializada e a família foi acolhida pelas autoridades.
O advogado da família, Wagner Muniz, detalhou as medidas jurídicas em curso. O boletim de ocorrência deve ser convertido em Termo Circunstanciado de Ocorrência. A escola e os envolvidos serão chamados a se manifestar, e um inquérito policial pode ser instaurado.
Além da esfera penal, a família planeja ingressar com ação cível contra a instituição. Além disso, eles alegam que a escola se recusou a fornecer cópia das imagens do circuito interno de segurança.
O DOL entrou em contato com a instituição de ensino e aguarda posicionamento sobre o caso.
Fonte: Tarik Duarte – 12/02/2026


