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Com pacto de direitas, Parlamento Europeu aprova deportar imigrantes para fora do bloco e muda rumo de política migratória da UE

Parlamento ratificou medida, que prevê enviar imigrantes para terceiros países. Medida endurece regras de asilo na política migratória da UE e foi aprovada graças à união entre partidos de centro-direita e de direita radical, marcando uma nova dinâmica do Legislativo europeu.

Europa abriu caminho para a deportação de imigrantes e requerentes de asilo para uma lista de países terceiros, considerados seguros, que inclui BangladeshColômbiaEgitoÍndiaKosovoMarrocos e Tunísia.

As regras mais rígidas na política migratória do bloco foram aprovadas graças à união de partidos de centro-direita e extrema direita do Parlamento Europeu e passarão a valer a partir de junho.

Estes países funcionarão como centros de retorno de imigrantes, ainda que não tenham qualquer vínculo com eles.

Basta que um governo europeu tenha assinado um acordo com o país de acolhimento para que o imigrante seja deportado. Ou seja, cai a exigência de um elo entre o requerente de asilo e o país terceiro.

A medida requer aprovação final dos 27 membros da União Europeia, mas tem o aval da Comissão Europeia. Na prática, alguns países já estão aplicando o conceito de terceiro país seguro. A Holanda assinou um acordo com Uganda, e a Itália com a Albânia.

No entender de Olivia Sundberg Diez, advogada da UE para Migração e Asilo da Anistia Internacional, as novas regras minam os fundamentos da proteção aos refugiados e atingem o cerne dos princípios fundamentais do bloco europeu.

“Este ataque ao direito de asilo ocorre enquanto uma vasta gama de medidas punitivas de deportação permanece em negociação. Com esta votação, o Parlamento Europeu capitula a uma campanha de décadas para eliminar os direitos humanos”, acredita a advogada.

No ano passado, 155 mil pessoas chegaram ao continente em travessias precárias pelo Mediterrâneo. A ONU estima que 1.953 morreram ou desapareceram.

A tragédia dos refugiados parece sensibilizar menos os europeus em relação à última década, e os partidos de extrema-direita claramente tiram proveito desse sentimento.

A votação do Parlamento Europeu é mais um sinal da mudança na política migratória do bloco e demonstrou a violação do cordão sanitário que protegia os partidos da direita radical

O Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita, se uniu a três grupos nacionalistas de extrema direita e teve também apoio de uma minoria de eurodeputados socialistas e centristas, num indício claro da nova dinâmica atuante no Legislativo europeu.

Fonte: g1, Sandra Cohen – 11/02/2026

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