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Eleições 2026: janela partidária termina nesta sexta-feira; saiba o que está em jogo

Termina nesta sexta-feira (3) o período de um mês em que a lei eleitoral permite a mudança de partido sem perda de mandatos para deputados estaduais, federais e distritais. Troca de siglas têm impacto nos arranjos políticos que vão disputar a eleição em outubro.

Termina nesta sexta-feira (3) a chamada “janela partidária”, o prazo de um mês que permite a deputados federaisestaduais distritais trocar de partido para concorrer a cargos nas eleições de outubro.

A janela autoriza o troca-troca partidário dentro das regras da lei eleitoral.

🧑🏻‍💼Ou seja, o deputado que deixar a sigla em que está para seguir para outra legenda não perderá o mandato por conta disso.

Janela vale para eleições proporcionais

A janela partidária vale para eleições pelo sistema proporcional, usadas na escolha da maioria dos cargos do Legislativo, como vereador e deputados estaduais, distritais e federais.

Na prática, a regra não se aplica a cargos do Executivo, eleitos pelo sistema majoritário, como prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República.

No sistema majoritário, o candidato com mais votos vence a disputa. No proporcional, nem sempre isso acontece.

Isso porque a divisão dos espaços nas Câmaras e Assembleias leva em conta não só o desempenho dos candidatos, mas também a performance dos partidos. Se os partidos não têm votos para conquistar cadeiras nos legislativos, seus candidatos não podem pleitear as vagas.

Por isso, a Justiça Eleitoral entende que a vaga pertence ao partido, e não ao parlamentar. Assim, se o político troca de sigla fora do prazo permitido, a legenda pode pedir o mandato de volta por infidelidade partidária.

A infidelidade não incide, no entanto, na janela partidária, o que dá a liberdade de mudança sem o receio de perda de mandato.

Fora da janela partidária — prevista para o ano eleitoral, no último ano do mandato — a troca de partido só é permitida em situações específicas, como mudança significativa do programa da legenda ou grave discriminação política pessoal.

Migração neste ano vale para deputados

🆗Nas eleições deste ano, a janela partidária permite a troca de partido apenas para deputados federais, estaduais e distritais, eleitos pelo sistema proporcional e no fim do mandato.

➡️Neste momento, não vale para os vereadores, que estão no meio do mandato.

➡️Também não é aplicável aos senadores, que são eleitos pelo sistema majoritário.

Mudanças

A semana que marca o fim da janela provocou o esvaziamento da Câmara. Os dias que antecedem o fechamento do prazo para filiação a outra legenda costumam ser de intensas negociações.

O sistema da Casa já registrou a mudança de partido de 20 deputados, embora informalmente as trocas já tenham alcançado mais parlamentares por meio de comunicações partidárias e manifestações nas redes sociais.

Conforme já registrado no sistema da Câmara, o PL até agora ganhou 12 deputados e perdeu três.

PSD ganhou nove e perdeu cinco. O União Brasil perdeu 11 parlamentares e o sistema registrou o ingresso de um deputado.

🔃Veja abaixo o histórico de mudanças já registradas pelas Câmara:

  1. Adail Filho, do Republicanos para o MDB;
  2. Amaro Neto, do Republicanos para o PP;
  3. André Janones, do Avante para a Rede;
  4. Castro Neto, do PSD para o MDB;
  5. Cezinha de Madureira, do PSD para o PL;
  6. Coronel Assis, do União para o PL;
  7. Dani Cunha, do União para o PL;
  8. Delegado Palumbo, do MDB para o Podemos;
  9. Diego Coronel, do PSD para o Republicanos;
  10. Eduardo Velloso, do União para o Solidariedade;
  11. Emanuel Pinheiro Neto, do MDB para o PSD;
  12. Felipe Becari, do União para o Podemos;
  13. Fernando Máximo, do União para o PL;
  14. Fernando Rodolfo, do PL para o PRD;
  15. Guilherme Uchoa, do PSB para o PSD;
  16. Heitor Schuch, do PSB para o PSD;
  17. Ilacir Bicalho, do Pode para o Republicanos;
  18. Jeferson Rodrigues, do Republicanos para o PSDB;
  19. Juarez Costa, do MDB para o Republicanos;
  20. Juscelino Filho, do União para o PSDB;
  21. Kim Kataguiri, do União Brasil para o Missão;
  22. Lucio Mosquini, do MDB para o PL;
  23. Magda Mofatto, do PRD para o PL;
  24. Nicoletti, do União para o PL;
  25. Padovani, do PL para o Republicanos;
  26. Professor Alcides, do PL para o PSDB;
  27. Raimundo Costa, do Podemos para o PSD;
  28. Reinhold Stephanes, do PSD para o PL;
  29. Rodrigo Valadares, do União para o PL;
  30. Rosangela Moro, do União para o PL;
  31. Sargento Fahur, do PSD para o PL;
  32. Saullo Vianna, do União para o MDB;
  33. Vanderlan Alves, do Republicanos para o Solidariedade;
  34. Vicentinho Júnior, do PP para o PSDB;
  35. Vinicius Carvalho, do Republicanos para o PL;
  36. Vitor Lippi, do PSDB para o PSD;
  37. Zé Silva, do Solidariedade para o União.

Filiação partidária

Para disputar uma eleição no Brasil, o político precisa estar filiado a um partido – e comprovar isso no momento do registro da candidatura, em agosto do ano eleitoral.

Pelas regras eleitorais, quem vai disputar uma vaga na eleição de outubro precisa já estar filiado a alguma sigla seis meses antes, ou seja, até o começo abril.

Por isso, a “janela partidária” fecha nesta sexta (3). É quando as posições dos políticos em relação às legendas se consolidam e, em regra, não podem ser alteradas.

No dia seguinte, 4 de abril, vence o prazo para que os candidatos já estejam filiados aos partidos pelos quais pretendem concorrer na eleição e com cadastro eleitoral no local em que vão disputar o pleito.

É também o último dia para que estejam registrados, no Tribunal Superior Eleitoral, os partidos e federações aptos a participar das eleições.

Eleições em outubro

Em 4 de outubro, os eleitores vão às urnas no primeiro turno. Se houver segundo turno, será no dia 25 de outubro.

🧑🏻‍💼Além do presidente e do vice-presidente, serão eleitos:

  • 27 governadores e outros 27 vice-governadores
  • 513 deputados federais
  • 54 senadores (2/3 da composição do Senado)
  • 1.035 deputados estaduais
  • 24 deputados distritais

Fonte: Fernanda VivasLuiz Felipe Barbiéri, TV Globo e g1 — Brasília – 03/04/2026

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