Nomeação gerou polêmica nas redes sociais, mas posse no MPSC é legalmente válida
Quando passado e presente se cruzam, a carreira pública pode ganhar contornos inusitados. Nesta quarta-feira (21), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) empossou 11 novos promotores de Justiça, entre eles uma ex-criadora de conteúdo adulto que havia sido alvo de polêmica nacional.
A situação repercutiu fortemente em 2024, quando a servidora foi aprovada no 44º Concurso do MPSC. Na época, fotos privadas dela foram vazadas, gerando hostilidade nas redes sociais e mobilizando debates sobre moralidade e direito à privacidade.
O MPSC chegou a abrir procedimento administrativo para analisar a situação, mas concluiu que não existe legislação que impeça a posse de quem já produziu conteúdo adulto. “Não há impedimento legal para assumir o cargo, desde que a atividade anterior não interfira no exercício da função pública”, destacou a assessoria da instituição.
Durante a cerimônia de posse, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça em Florianópolis, a nova promotora foi oficialmente nomeada, junto com os demais colegas que atuarão em diferentes comarcas de Santa Catarina.
Os promotores iniciam na quinta-feira (22) o Curso de Ingresso na Carreira, que tem duração de cinco semanas e aborda a organização do MPSC, a atuação ministerial e o funcionamento da instituição. A previsão é que todos comecem a exercer suas funções a partir do dia 2 de março.
O caso voltou a atrair atenção do público e reforça o debate sobre ética, privacidade e competência profissional, mostrando que a trajetória pessoal de um servidor nem sempre define sua atuação na função pública.
Fonte: Alexandre Nascimento, ND+ – 22/01/2026


