Celebrações tradicionais à orixá acontecem nesta segunda-feira (2) e reúnem milhares de pessoas no bairro do Rio Vermelho, na capital baiana.
Fé, emoção e entrega de presentes marcaram as celebrações de baianos e turistas em Salvador, nesta segunda-feira (2), o Dia de Iemanjá. As manifestações religiosas e festivas começaram ainda na noite de domingo (1º), no bairro do Rio Vermelho.
Na madrugada, uma alvorada de fogos marcou a chegada do presente principal na Colônia de Pesca Z1, responsável pela organização do evento junto à Prefeitura de Salvador. O presente, que ainda não teve o nome revelado, está no caramanchão — local onde as pessoas poderão deixar suas oferendas em grandes balaios — até às 16h.
Na sequência, os pescadores vão levar a embarcação com destino ao Buraco de Iaiá, área em formato de concha situada a três milhas náuticas da terra.
Na areia da praia, um verdadeiro “mar branco e azul” formado de pessoas. Muitas delas com um único objetivo: agradecer a Rainha das Águas, com flores e perfumes.
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Com os pés no mar, Keiko Sasaki fechou os olhos e se emocionou ao colocar rosas azuis e brancas na água. Acompanhada do marido Lucas, e dos filhos gêmeos, Valentina e Vitor, de 4 anos, a baiana contou o motivo das lágrimas.
“É nossa tradição. Trago os meninos desde que eles são bebês. É muito significativo, porque além do 2 de fevereiro ser o dia de Iemanjá, é o aniversário da minha avó”, revelou.
“Tem um significado muito grande para mim, porque é uma tradição de família”.
Os amigos Alex, Marcos Paulo e Rosemary fizeram o tradicional passeio de barco para entregar a oferenda.
“É um ato de gratidão. 2 de fevereiro é uma data muito importante para a gente. A gente tem que vir agradecer, abrir o ano com chave de ouro”, disse Rosemary.
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A potiguar Pâmela Maia conheceu a festa de Iemanjá em 2025 e voltou para Salvador neste ano, para apresentar os festejos para as filhas Eduarda, Bruna e Maria.
“Eu me apaixonei por causa do sincretismo da Bahia, pela receptividade que o baiano tem e porque a festa é linda, envolve o mar, Iemanjá, a religiosidade. Isso aqui é muito lindo, a gente tem que viver e eu convido todo mundo”, elogiou a turista.
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Michele da Hora esteve no Rio Vermelho acompanhada da mãe, Bernadete da Hora, e da irmã, Mileia da Hora. Há pelo menos 20 anos, as três mantêm a tradição de participar das celebrações do Dia de Iemanjá, reforçando a dimensão religiosa e ancestral da data.
“É uma resistência ancestral que deixaram para nós cultuar. Iemanjá que é uma orixá, não é sereia. O nome da festa não é lavagem, não é enxaguada. É uma festa religiosa de matriz africana, no qual a gente saúda a Senhora das Águas Salgadas com toda a representação que é o dia 2 de fevereiro, o Dia de Iemanjá”, afirmou.
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Fonte: João Souza, g1 BA – 02/02/2026


