Segundo o presidente dos EUA, líder venezuelano foi retirado do país por via aérea junto com a esposa. Vice-presidente da Venezuela diz não saber onde Maduro está e pediu prova de vida ao governo americano.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião de emergência neste sábado (3) para tratar sobre o ataque do governo dos Estados Unidos à Venezuela e as possíveis consequências da ação militar em território brasileiro.
A informação foi confirmada à GloboNews. Segundo fontes da diplomacia, o governo brasileiro já entrou em contato com o governo venezuelano para acompanhar a situação no país vizinho.
O encontro será pela manhã, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Ainda não há confirmação oficial sobre quais ministros participarão da reunião.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta manhã que forças americanas realizaram, durante a madrugada, um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede social.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estava de férias até a próxima terça-feira (6), mas encurtou o período e está voltando para Brasília. Até a chegada dele, quem coordena a pasta é a secretária-executiva, Maria Laura da Rocha.
O presidente Lula também está fora de Brasília para o fim de ano. Ele e a primeira-dama, Janja da Silva, estão na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.
Ministérios se preparam para receber refugiados
O Ministério da Justiça informou que se prepara para receber um aumento de refugiados da Venezuela, após a ação militar norte-americana.
A fronteira entre os dois países fica na cidade de Pacaraima, ao Norte de Roraima. Na manhã deste sábado, a fronteira estava fechada.
➡️A Venezuela vive uma crise política, econômica e social, e o Brasil é o terceiro país da América Latina que mais recebeu refugiados e migrantes venezuelanos, ficando atrás da Colômbia e do Peru, de acordo com dados da Plataforma Regional de Coordenação Interagencial R4V.
Roraima é a principal porta de entrada para venezuelanos que buscam melhores condições de vida no país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também afirmou em uma rede social que o ataque do governo Trump deve ter impactos na saúde e aumentar o fluxo de venezuelanos na região de fronteira.
“Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O Ministério da Saúde e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela”, afirmou Padilha.
“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, acrescentou.
Ação militar capturou Maduro
De acordo com o presidente Donald Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.
Horas depois, o governo da Venezuela disse que ainda não foi informado sobre o paradeiro de Nicolás Maduro após ele ter sido capturado por forças dos Estados Unidos. A vice-presidente do país pediu uma prova de vida dele.
– Esta reportagem está em atualização.
Fonte: Júlia Arraes, Fernanda Rouvenat, GloboNews – 03/01/2026


