Crianças de 4 e 6 anos seguem desaparecidas. Marinha do Brasil passou a usar um sonar para tentar encontrar os irmãos.
Mapas usados pelas equipes de busca ajudam a entender onde as três crianças maranheses desapareceram na mata, qual teria sido o trajeto percorrido e em que ponto o primo mais velho, Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado com vida.
Os irmãos Ágatha Isabele, de 6 anos, e Alan Michael, de 4, seguem desaparecidos desde 4 de janeiro, no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
Segundo os relatos reunidos pelas autoridades, o último ponto em que as três crianças foram vistas juntas fica próximo à casa da avó, dentro do povoado, uma área onde as crianças costumavam brincar livremente. A partir dali, elas teriam seguido em direção à mata.
De acordo com o depoimento de Kauan, confirmado pelo rastreamento de cães farejadores, o grupo entrou na mata tentando chegar a um pé de maracujá, seguindo um caminho alternativo para evitar serem vistos por adultos. Esse trajeto aparece nos mapas elaborados pelos investigadores como uma rota improvisada, sem trilhas definidas.
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Ainda segundo Kauan, após passarem por uma **casa abandonada**, com móveis velhos e estrutura precária, os três teriam se abrigado ao pé de uma árvore. Foi nesse ponto que, já exaustos, os irmãos menores teriam se separado do primo. Os cães indicaram que Kauan seguiu por um lado da choupana, enquanto Ágatha e Alan seguiram por outro.
O mapa também mostra o local onde Kauan foi encontrado, três dias depois, por lavradores que passavam por uma estrada de terra. O ponto fica a cerca de 50 metros do rio Mearim**, o que levou as equipes a ampliarem as buscas para a área alagada.
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Com base nesses dados, os bombeiros dividiram uma área de pouco mais de 4 km² em 45 quadrantes, que passaram a ser varridos por equipes com apoio de celulares e aplicativos de geolocalização. As linhas exibidas nos mapas representam os trechos já percorridos por agentes e voluntários.
Além da mata, os mapas mais recentes incluem o rio Mearim, onde atuam mergulhadores e a Marinha do Brasil, que passou a usar sonar, equipamento que permite identificar possíveis vestígios em águas turvas.
Segundo a investigação, todas as hipóteses seguem em aberto, incluindo acidente, afogamento ou crime. Para familiares, a ausência de objetos pessoais das crianças, como roupas ou sandálias, aumenta a angústia.
As buscas continuam sem previsão de encerramento.
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Fonte: Fantástico – 20/01/2026


