quinta-feira, janeiro 22, 2026
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Moraes arquiva investigação contra 2 delegados da PF acusados de tentar barrar eleitores em 2022

Delegados tiveram arquivamento determinado por falta de provas. No caso de Silvinei Vasques e Anderson Torres, decisão ocorreu porque eles já foram condenados pelo mesmo crime.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar nesta quinta-feira (22) as investigações contra acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores a caminho dos locais de votação no segundo turno das eleições de 2022.

Em agosto de 2024, a PF indiciou Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), acusados de articular um plano para impedir o trânsito nas cidades onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha vantagem contra o então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Além deles, outros quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça também foram indiciados: Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo, Fernando de Sousa Oliveira, Leo Garrido de Salles Meira e Marília Ferreira de Alencar.

Nesta quinta (22), Moraes acolheu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não há provas suficientes contra Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira. Por isso, arquivou a investigação no caso dos dois.

Já em relação a outros três investigados, o arquivamento se deu por outros critérios.

Nos casos do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques e Marília Ferreira e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o arquivamento se deu porque eles já foram condenados pelo STF por esse mesmo crime nesse mesmo caso.

Anderson Torres e Silvinei Vasques estão presos no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, local conhecido como “Papudinha” por ser dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, cumprindo a pena pelo caso da trama golpista.

Em relação ao delegado Fernando Oliveira, que era chefe interino da Secretaria de Segurança Publica do Distrito Federal no 8 de janeiro, a investigação foi arquivada porque ele foi absolvido pelo STF na ação penal da trama golpista.

Imagem de arquivo: Policia Militar Rodoviária em ação de Blitz no MA — Foto: Blog Enquanto isso no MA/Divulgação
Imagem de arquivo: Policia Militar Rodoviária em ação de Blitz no MA — Foto: Blog Enquanto isso no MA/Divulgação

Relembre o caso

Em 30 de outubro de 2022, dia do segundo turno, a PRF realizou blitze que interferiram na movimentação de eleitores, sobretudo no Nordeste, onde Lula (PT) tinha vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto. Na véspera, o diretor-geral da PRF havia declarado voto em Bolsonaro.

No domingo do segundo turno, Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata das blitze, sob pena de prisão de Vasques. A ordem, no entanto, foi desrespeitada pela PRF.

Relatório obtido pelo blog da Andréia Sadi na época mostra que a PRF fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste, onde Lula (PT) era favorito, contra 571 no Sudeste, entre 28 e 30 de outubro, vésperas e dia do 2º turno das eleições de 2022.

Fonte: Camila Bomfim – 22/01/2026 

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