sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Mpox avança no Brasil: país já registra 88 casos em 2026

Número de infecções dobrou em menos de uma semana; São Paulo concentra a maioria dos registros, mas não há óbitos confirmados este ano

O Ministério da Saúde acendeu o sinal de alerta para o avanço da mpox em território nacional. Segundo o boletim mais recente, divulgado nesta sexta-feira (27), o país soma 88 casos confirmados em 2026. O dado revela uma aceleração preocupante da transmissão: no último dia 20, o balanço apontava apenas 48 ocorrências.

Apesar da escalada nos números, as autoridades reforçam que não houve mortes registradas neste ano e a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados.

Mapa da Infecção

O estado de São Paulo é o epicentro da doença, concentrando 63 casos (mais de 70% do total nacional). A distribuição geográfica dos demais registros é a seguinte:

• Rio de Janeiro: 15 casos

• Rondônia: 4 casos

• Minas Gerais: 3 casos

• Rio Grande do Sul: 2 casos

• Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná: 1 caso cada

Em Porto Alegre, o segundo caso do ano foi confirmado em meados de fevereiro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente teria contraído o vírus fora do Rio Grande do Sul.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Sintomas e Transmissão A mpox é uma infecção viral transmitida pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados. O período de incubação varia de 3 a 21 dias.

• Sinais iniciais: Febre, dor de cabeça, dores musculares e ínguas (linfonodos inchados).

• Evolução: Surgimento de feridas que evoluem para bolhas com pus e, posteriormente, crostas.

Prevenção e Vacinação O infectologista Henrique Lacerda explica que, embora não se trate de uma epidemia como a de Covid-19, a vigilância é essencial. “A principal forma de prevenção é a informação. É fundamental evitar o contato íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas e não compartilhar objetos pessoais”, afirma.

Atualmente, o SUS oferece a vacina para grupos específicos, incluindo:

1. Pessoas vivendo com HIV/Aids (com baixa contagem de CD4).

2. Profissionais de laboratório que manuseiam o vírus.

3. Contatos próximos de casos confirmados (estratégia pós-exposição).

QUANDO BUSCAR AJUDA?

A recomendação oficial é procurar atendimento médico imediato ao notar o surgimento de lesões inexplicadas na pele, acompanhadas ou não de febre. O isolamento deve ser mantido até que as feridas cicatrizem totalmente e as crostas caiam, processo que costuma levar até três semanas.

Fonte: Wittany Yone Medeiros Arantes – 27/02/2026

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