sexta-feira, março 13, 2026
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NASA mira 1º de abril para lançar missão tripulada à Lua

Agência espacial dos EUA planeja enviar quatro astronautas em viagem de cerca de 10 dias ao redor do satélite natural. Missão Artemis II será o primeiro voo tripulado do novo foguete SLS.

A NASA anunciou nesta quinta-feira (12) que pretende lançar sua nova missão tripulada rumo à Lua em 1º de abril.

Se tudo ocorrer como planejado, o feito marcará o primeiro voo de astronautas ao redor do satélite natural em mais de meio século.

A missão, chamada Artemis II, deve levar quatro astronautas em uma viagem de cerca de 10 dias, orbitando a Lua e retornando à Terra.

Será também a primeira vez que o novo foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion transportarão pessoas.

Se o cronograma for mantido, a decolagem ocorrerá no Kennedy Space Center, na Flórida, de onde o foguete deve partir rumo à órbita lunar.

A tripulação será formada pelos astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e pelo canadense Jeremy Hansen, da Canadian Space Agency.

Durante o voo, a nave deverá viajar mais longe da Terra do que qualquer missão tripulada anterior, segundo a agência espacial americana.

A missão representa um passo importante do programa Artemis, que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar ainda nesta década.

A última vez que seres humanos viajaram até a Lua foi em Apollo 17, em 1972.

Os quatro astronautas da Artemis II, missão que vai levar a tripulação em um voo de cerca de 10 dias ao redor da Lua. — Foto: Nasa
Os quatro astronautas da Artemis II, missão que vai levar a tripulação em um voo de cerca de 10 dias ao redor da Lua. — Foto: Nasa

O foguete que será usado na missão tem 98 metros de altura e passou por uma série de testes nas últimas semanas.

Em fevereiro, engenheiros da NASA realizaram um ensaio que simula quase todas as etapas de uma contagem regressiva de lançamento e envolve o carregamento de centenas de milhares de litros de combustível criogênico.

Após o teste, os técnicos identificaram um bloqueio no fluxo de hélio em parte do estágio superior do foguete, o que obrigou a NASA a levar o equipamento de volta ao hangar para reparos.

Segundo a agência, o problema foi corrigido com a substituição de um selo defeituoso.

As equipes também instalaram novas baterias no foguete e na cápsula Orion e testaram diversos sistemas antes de preparar o retorno do veículo à plataforma de lançamento.

Fonte: Roberto Peixoto, g1 – 12/03/2026

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