quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Polilaminina: Como foram os estudos, quais são os resultados até agora e o que diz a Anvisa? Entenda

Pesquisa brasileira inédita utiliza rede de proteínas para restaurar comunicações entre cérebro e corpo após lesões graves. Estudo clínico aprovado pela Anvisa deve testar eficácia em humanos nos próximos anos.

O Fantástico deste domingo mostrou como uma pesquisa brasileira inédita utiliza uma rede de proteínas chamada polilaminina para restaurar a comunicação entre o cérebro e o corpo após lesões graves. A substância tem trazido esperança a pacientes que perderam os movimentos.

Anvisa aprovou o início de um estudo clínico oficial com a polilaminina para o próximo mês. Se as três fases de testes forem bem-sucedidas, a substância poderá estar disponível em até cinco anos.

A pesquisa começou há quase 30 anos com a bióloga Tatiana Sampaio, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em um estudo acadêmico conduzido por ela com oito pacientes com lesão medular completa, os avanços foram considerados históricos.

“Em casos de lesão completa, a literatura mostra que apenas 10% das pessoas recuperam função motora. No nosso estudo acadêmico, esse índice foi de 75%”, destaca Tatiana Sampaio.

De acordo com o Dr. Marco, os ganhos mudam a autonomia dos pacientes:

“O paciente que vivia na cadeira conseguiu ficar em pé com o tutor. O paciente que tinha dificuldade começou a conseguir pedalar passivamente uma bicicleta”.

Esperança

Diogo trabalhava instalando vidros quando levou um choque e caiu de um prédio. O raio-X mostrou que a medula se rompeu totalmente. A irmã dele, inconformada, pesquisou até encontrar a polilaminina. Ele passou por três hospitais até receber a aplicação. Semanas depois, o resultado apareceu.

“De madrugada, duas da manhã, eu estava mexendo no celular e alguma coisa falou: mexe o pé. Então, eu comecei a mandar o contato para o pé direito e foi o momento que eu vi fazendo assim… o pé inteiro. Fazia assim para frente e para trás. Falei: isso mesmo que eu tô vendo? Chamei, acordei minha esposa. Foi um momento de muita emoção, começamos a chorar”, relata Diogo.

Atualmente, ele já tem o controle da bexiga e consegue fazer movimentos de joelhada e “gol de coxa”. A sensibilidade, que antes parava no bico do peito, desceu para o diafragma. “Consigo contrair também a barriga”, comemora.

Para máxima eficácia, a aplicação da polilaminina deve ocorrer preferencialmente em até três dias após o trauma, antes da cicatrização da medula. Não há evidência científica de que a polilaminina possa funcionar no tratamento de lesões medulares crônicas.

Fonte: Fantástico – 25/02/2026

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