Segundo o ‘The Wall Street Journal’, alvos podem incluir estruturas militares e governamentais. Ofensiva maior foi discutida e pode ocorrer se houver resistência nas negociações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia autorizar um ataque limitado ao Irã para forçar o país a fechar um acordo, informou o jornal “The Wall Street Journal” nesta quinta-feira (19). A operação poderia ocorrer nos próximos dias, segundo a reportagem.
Na quarta-feira (18), a imprensa norte-americana informou que os EUA estão prontos para conduzir um ataque já a partir de sábado (21). A ação, no entanto, ainda dependia de uma decisão final de Trump.
Agora, o WSJ afirma que o presidente pode optar por um bombardeio de menor escala. A ideia seria evitar uma ofensiva ampla e reduzir o risco de uma retaliação significativa de Teerã.
Nesse cenário, a Casa Branca avalia atingir alvos militares ou governamentais iranianos, segundo fontes ouvidas pelo jornal. O objetivo seria pressionar o país a acelerar negociações por um acordo que limite o programa nuclear.
- Um ataque menor também poderia forçar o Irã a aceitar um tratado que seja mais favorável aos EUA.
- Trump pode ainda autorizar ações adicionais, também limitadas, para ampliar a pressão.
Segundo o WSJ, se o Irã mantiver resistência nas negociações, os EUA poderão iniciar uma campanha de maior escala, com ataques mais amplos e o objetivo de derrubar o governo do aiatolá Ali Khamenei.
O jornal afirma que a opção de um ataque limitado foi apresentada várias vezes ao presidente. Nas reuniões mais recentes, porém, autoridades discutiram cenários mais amplos. Não está claro se uma decisão já foi tomada.
Atualmente, EUA e Irã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o programa tem fins pacíficos, mas o governo americano teme que o país tente desenvolver uma arma nuclear.
Os encontros recentes entre delegações dos dois países terminaram com pequenos avanços, mas ainda longe de um acordo. Trump afirmou que atacará o Irã caso não haja acerto.
Nesta quinta-feira, durante a primeira reunião do “Conselho da Paz”, o presidente norte-americano disse que há “boas conversas” com o Irã para “fazer um acordo significativo”. Ele afirmou que deve decidir o que fazer “em cerca de 10 dias”.
“Agora é a hora do Irã se juntar a nós em um caminho para paz. O Irã precisa fazer um acordo ou coisas ruins acontecerão”, declarou.
EUA prontos para guerra
Na quarta-feira, o site americano Axios afirmou que o governo de Donald Trump está “mais perto de uma grande guerra no Oriente Médio do que a maioria dos americanos imagina”. A reportagem diz que o conflito pode começar “muito em breve”.
Segundo o Axios, caso uma guerra entre Estados Unidos e Irã tenha início, o confronto poderia durar semanas e contar com o envolvimento de Israel.
A publicação afirma ainda que Trump quase ordenou um ataque ao Irã em janeiro, quando Teerã reprimiu com violência protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.
Apesar de ter optado inicialmente por pressionar pela retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano, Trump determinou o envio de dois porta-aviões ao Oriente Médio, acompanhados de navios de ataque, caças e sistemas de defesa aérea.
No mesmo dia, o jornal The New York Times afirmou que Israel está em estado de alerta máximo há semanas e intensificou os preparativos para uma possível guerra. De acordo com a reportagem, uma reunião de governo prevista para esta quinta-feira foi adiada para domingo (22).
Fonte: Redação g1 – 19/02/2026


