terça-feira, fevereiro 24, 2026
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Mpox: como está o surto no Brasil e estados com mais casos

Órgão monitora avanço e diz que SUS está preparado para atender pacientes

O Brasil voltou a acender o sinal de alerta para a mpox após ultrapassar a marca de 60 casos confirmados da infecção. Dados consolidados pelo Ministério da Saúde e por secretarias estaduais indicam que o país soma atualmente 62 ocorrências da doença, espalhadas por diferentes regiões.

Apesar do aumento, as autoridades sanitárias informam que, até o momento, não há registros de quadros graves nem de mortes associadas à infecção no território nacional.

Onde estão os casos

O estado de São Paulo concentra a maior parte das confirmações, com 44 registros. Na sequência aparecem:

  • Rio de Janeiro — 9 casos
  • Rondônia — 4 casos
  • Bahia — 2 casos
  • Rio Grande do Sul — 1 caso
  • Santa Catarina — 1 caso
  • Distrito Federal — 1 caso

Além das confirmações, o país já contabiliza mais de 180 notificações suspeitas. Destas, 57 foram descartadas após investigação. Somente em São Paulo, mais de 70 ocorrências seguem sob análise laboratorial.

Vigilância reforçada

O Ministério da Saúde informou que mantém monitoramento contínuo do cenário e ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) possui estrutura para diagnóstico e atendimento dos pacientes.

A estratégia atual prioriza a identificação precoce de casos, o isolamento dos infectados e o acompanhamento clínico para evitar a disseminação do vírus.

O que é mpox

A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto e próximo com pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões na pele, mas também pode acontecer por meio de secreções ou objetos contaminados, como roupas e toalhas.

Entre os sintomas mais frequentes estão:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • fraqueza
  • lesões cutâneas em forma de bolhas ou erupções

As feridas costumam surgir primeiro no rosto e podem se espalhar para outras partes do corpo.

Tratamento e cuidados

Atualmente, não há medicamento específico aprovado para a mpox. O tratamento é baseado em suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações.

Pessoas diagnosticadas devem permanecer isoladas até a cicatrização completa das lesões, processo que pode levar de duas a quatro semanas, dependendo da evolução do quadro.

Embora a situação no Brasil seja considerada sob controle, especialistas alertam que a doença pode evoluir para formas graves em alguns pacientes, especialmente sem acompanhamento adequado, o que reforça a importância da vigilância contínua.

Fonte: Alexandre Nascimento, CNN Brasil – 23/02/2026

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