Mobília e Protesto do MTST em frente ao SBT após declarações transfóbicas de Ratinho sobre Erika Hilton. Entenda o contexto e as reações.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e de outros coletivos ligados à defesa dos direitos da população trans realizaram, nesta sexta-feira (13), um protesto em frente à sede do SBT. A manifestação foi motivada pela decisão da emissora de manter o apresentador Ratinho em seu quadro após declarações consideradas transfóbicas dirigidas à deputada federal Erika Hilton, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-SP). O caso gerou ampla repercussão política e mobilizou movimentos sociais que cobram responsabilização do apresentador e posicionamento mais firme da emissora.
Durante o ato, manifestantes entoaram palavras de ordem contra a emissora, adaptando o nome do canal para criticar sua postura: “Não é Sistema Brasileiro de Televisão, é Sistema Brasileiro Transfóbico”. O protesto reuniu militantes de diferentes organizações e ativistas que defendem os direitos da população trans.
Mais cedo, em nota enviada ao portal Metrópoles, o SBT informou que Ratinho continua contratado como apresentador da emissora e destacou sua relevância para o canal. Segundo o comunicado, o episódio foi discutido internamente com os envolvidos e considerado encerrado.
A controvérsia começou após a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante a transmissão ao vivo de seu programa na última quarta-feira (11), Ratinho questionou a escolha e afirmou: “Ela não é mulher, ela é trans”. Em seguida, acrescentou que não considerava justa a nomeação e fez comentários sobre critérios biológicos para definir quem seria mulher.

No dia seguinte, quinta-feira (12), Erika Hilton protocolou um pedido de investigação contra o apresentador. A deputada solicitou a abertura de inquérito policial e a responsabilização criminal de Ratinho. Caso seja condenado, o apresentador pode enfrentar pena de até seis anos de prisão, conforme a legislação aplicada a crimes de discriminação.
Fonte: Lana Oliveira, Metrópoles – 13/03/2026



