Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), assediou em sete ocasiões diferentes uma servidora da Corte ao longo de dois anos, entre 2023 e 2025.
Na peça encaminhada ao STJ, assinada pelo subprocurador-geral da República, José Adonis, os episódios de assédio sexual em que uma assessora da Corte vinculada ao gabinete do ministro sofreu na sede da instituição são narrados em detalhes. O ministro nega todas as acusações.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende a aposentadoria compulsória de Buzzi, penalidade máxima prevista atualmente na Lei Orgânica da Magistratura Nacional.
O plenário da Corte deve se reunir em agosto para decidir a punição de Buzzi na seara administrativa, no âmbito de um processo disciplinar que pode resultar na sua expulsão do STJ.
O magistrado também é alvo de um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode levar à sua condenação na esfera criminal. Os dois processos tramitam sob segredo de Justiça.




