Quatro obras atribuídas ao pintor Antonello da Messina foram levadas de museu em Messina; criminosos conseguiram driblar sistemas de alarme e segurança.
Ladrões roubaram quatro obras atribuídas ao pintor renascentista siciliano Antonello da Messina de um museu regional na cidade de Messina, na Sicília, durante o feriado de Ferragosto, na Itália. As informações foram divulgadas neste domingo (16) pela agência de notícias LaPresse.
Os criminosos conseguiram driblar os sistemas de alarme e de segurança do Museu Regional MuMe na noite de sábado (15).
Segundo a LaPresse, eles levaram três dos cinco painéis remanescentes do Políptico de São Gregório, datado de 1473. Também foi roubado um painel de duas faces que retrata a Virgem Maria e Cristo morto na obra Pietà. A peça estava em uma vitrine blindada.
“Estamos devastados pelo que aconteceu. Eram duas das obras mais importantes e conhecidas de Antonello da Messina. É uma perda enorme para o museu, a cidade, a comunidade e o mundo da arte”, disse à agência ANSA Marisa Mercurio, diretora do MuMe.
Segundo ela, o roubo ocorreu pouco antes das 22h.
Em março, o governo italiano comprou por US$ 14,9 milhões uma pintura religiosa de Antonello da Messina, intitulada Ecce Homo. A obra foi adquirida em um leilão da casa Sotheby’s, em Nova York, o que aumentou a atenção sobre o pintor do início do Renascimento.
Lynda Albertson, analista especializada em crimes contra obras de arte, afirmou que as peças roubadas são facilmente reconhecíveis. Isso dificulta a tentativa de vendê-las por canais legítimos.
“Roubar um Antonello pode ser muito mais fácil do que vender um”, disse Albertson ao jornal italiano “La Repubblica”. Ela é diretora-executiva da Associação de Pesquisa sobre Crimes contra a Arte (ARCA).
Segundo a especialista, obras famosas costumam passar de um criminoso para outro e podem ser usadas como garantia em outras atividades ilícitas.
O museu permaneceu fechado neste domingo enquanto investigadores coletavam evidências. Representantes do museu e dos Carabineiros, a polícia militar italiana, não foram encontrados imediatamente para comentar o caso.
O Ferragosto é um dos principais feriados do verão italiano e marca a celebração da Assunção de Maria. A data também coincide com o auge da temporada de férias no país.
O roubo ocorreu poucos dias depois de a polícia de Parma, no norte da Itália, anunciar a recuperação de três obras de arte roubadas de Renoir, Cézanne e Matisse. As peças são avaliadas em cerca de 10 milhões de euros (US$ 11,5 milhões).
Cinco pessoas foram detidas pelo roubo, ocorrido entre 22 e 23 de março na Fundação Magnani Rocca, na província de Parma.




