Leonardo Felipe Giugni Bahia é julgado pela morte da mãe e tentativa de homicídio contra a irmã, em Belém.
Os advogados da família de Arlene Giugni da Silva afirmaram esperar a condenação de Leonardo Felipe Giugni Bahia, que será julgado nesta terça-feira (29/09), em Belém, pela morte da própria mãe e pela tentativa de homicídio contra a irmã, Juliana Giugni Cavalcante Soriano de Mello.
Antes do início da sessão, realizada na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, os advogados Bruna Koury e Luiz Pina falaram com a repórter Sabrina Linhares, da RBATV, sobre a expectativa da família após mais de quatro anos de tramitação do processo.
“A expectativa é que hoje ele saia daqui condenado”, afirmou Bruna Koury .
A advogada também destacou a participação de Juliana no julgamento. “Em 2022, ele matou a própria mãe e tentou em seguida matar a irmã, que hoje estará aqui prestando depoimento também. A expectativa da família é que ele saia daqui condenado, uma vez que existem provas robustas nos autos de que foi ele o autor dos fatos”, declarou ela.
Mãe foi morta a facadas
O crime aconteceu na madrugada de 18 de janeiro de 2022, no apartamento da família, no bairro Batista Campos, em Belém.
Questionada sobre a dinâmica do crime, a advogada da família afirmou: “Foi a golpes de facadas, assim como também ele tentou matar a própria irmã a golpes de facadas.”
A advogada também foi questionada sobre uma possível motivação para o crime. “Ele não deu a motivação dos fatos, mas isto ficará bem esclarecido durante a sessão do júri”, respondeu.
Mudança no processo
Também, antes do julgamento, o advogado Luiz Pina explicou as mudanças ocorridas durante a tramitação do caso.
“Na realidade, o processo começou na Vara de Violência Doméstica, mas, durante o curso do processo, verificou-se que a motivação não se enquadrava no gênero da violência doméstica e houve um deslocamento para a Terceira Vara do Tribunal do Júri”, afirmou.
Pina também apresentou a posição da família sobre a acusação que será analisada pelos jurados. “Está muito claro que ele cometeu um homicídio, uma tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, sem chance de defesa para as vítimas, e o que se espera de fato é que ele seja condenado no dia de hoje”, declarou.
A fala do advogado corresponde à tese apresentada pela acusação. A responsabilidade penal de Leonardo será definida pelo Tribunal do Júri.
Família espera resposta após mais de quatro anos
Questionado sobre a espera da família desde o crime, Luiz Pina reforçou a expectativa pela conclusão do julgamento.
“Com certeza. Existem diversas provas nos autos que comprovam a autoria delitiva por parte do Leonardo, bem como ele é um réu confesso, isso está muito bem claro durante o processo, durante a instrução”, afirmou.
Sobre a participação de Juliana na sessão, o advogado confirmou: “Sim, ela figura como vítima e é uma das testemunhas que será ouvida no dia de hoje.”
Réu responde por dois crimes
Leonardo foi pronunciado por homicídio qualificado consumado, pela morte da mãe, e homicídio qualificado tentado, pela acusação de ataque contra a irmã.
Segundo a acusação apresentada no processo, ele teria ido até o quarto da mãe enquanto ela dormia e a atacado com uma faca. Arlene morreu no local. Na sequência, ainda conforme os autos, Leonardo teria ido até o quarto da irmã e a atacado com a mesma arma. Juliana sobreviveu.
A decisão de pronúncia não representa uma condenação. Cabe aos jurados, durante a sessão do Tribunal do Júri, analisar as provas e decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
Leonardo permanece preso preventivamente desde 2022. A Justiça manteve a prisão e confirmou a realização do julgamento.
Fonte: Lucas Quirino, Sabrina Linhares/RBATV – 29/09/2026




