Grupo entende que o Supremo será uma das pautas eleitorais deste ano e busca resposta para o tema.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouvidos pelo blog querem que ele passe a defender que haja mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A discussão é antiga e chegou a ser defendida pelo agora ministro do STF, Flávio Dino, na época em que ele era deputado federal e depois, quando se tornou ministro da Justiça.
O tema foi retomado mais uma vez, pois o governo vê que o STF virou uma pauta eleitoral para este ano, especialmente após ministros da Corte serem citados no decorrer das investigações do caso Master. Com isso, aliados do presidente entendem que é preciso ter uma resposta para essa questão.
A derrota de Jorge Messias na última quinta-feira (29) no Senado também corroborou para que o tema seja tratado nos bastidores do governo, uma vez que a possibilidade de um discurso de “atacar o sistema” não é possível, já que prejudicaria articulações que o governo já possui dentro do STF.
Messias, que é o advogado-geral da União (AGU), foi indicado por Lula em novembro para assumir a vaga no STF deixada por Luis Roberto Barroso, que adiantou a aposentadoria e deixou a Corte em outubro do ano passado, mas teve seu nome recusado por 42 votos contra e apenas 34 a favor.
Lula só formalizou a indicação de Messias em 1º de abril deste ano, quando enviou a mensagem ao Senado. Sua indicação contrariou o desejo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) desde o início, uma vez que o nome defendido por Alcolumbre era o do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Como o blog já mostrou, Messias está indignado com o resultado da sabatina e interlocutores dizem que ele considera um “golpe” de Alcolumbre e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino.
Segundo o blog apurou, o advogado-geral da União agora atua para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.
Segundo relatos obtidos pelo blog, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo.
Aliados de Dino negam, nos bastidores, que ele tenha atuado contra Messias em articulação com Moraes e Alcolumbre. Também afirmam que Dino “lavou as mãos” quando o governo indicou Messias, por não considerá-lo o melhor nome.
Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”
Fonte: Andréia Sadi – 04/05/2026



