Após fim do prazo, devolução do dinheiro será feita por bancos. Mais de 90% das contas possuem valores abaixo de R$ 1; prazo foi definido em MP que proibiu bets no país.
Dados do Ministério da Fazenda apontam que, até esta segunda-feira (5), 26,5 milhões de pessoas ainda mantinham R$ 1,33 bilhão em plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets.
O prazo para resgatar os valores termina hoje, às 23h59. A data foi definida na medida provisória que proibiu o funcionamento das bets no país. (entenda mais abaixo)
- 🔎Quem não fizer o saque até o fim do prazo não perderá o dinheiro. Nesse caso, a devolução será realizada posteriormente pelos bancos responsáveis por operar os pagamentos das casas de apostas.
Segundo o governo, a maioria das contas (cerca de 92%) com saldo positivo tem valores baixos. Cerca de 92% delas possuem menos de R$ 10 disponíveis para saque, enquanto mais de 96% concentram menos de R$ 25. Ainda assim, os usuários precisam solicitar o resgate dentro do prazo fixado.
Os valores estão concentrados em uma parcela pequena das contas: aproximadamente 1% reúne 80% do saldo; 3,4% concentram 90%; e 8,3% representam 96% dos recursos. Esses percentuais se referem a contas nas plataformas, e um mesmo CPF pode ter contas em diferentes empresas.
Veja os prazos:
- Até as 23h59 de hoje, 5 de outubro: retirada voluntária do dinheiro nas plataformas;
- A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de bets deixam de operar;
- 7 e 8 de outubro: empresas informam aos bancos os saldos não retirados, por CPF;
- De 9 a 14 de outubro: bancos providenciam a devolução dos valores;
- A partir de 14 de outubro: recursos cuja restituição tenha encontrado impedimento são transferidos à Caixa, responsável pela devolução.
Relembre o caso
No fim de setembro, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma Medida Provisória (MP) que proibiu as bets em todo o país. A medida também vetou a operação de jogos online e cassinos virtuais, incluindo plataformas populares como o ‘Jogo do Tigrinho”.
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No mesmo dia, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê punições para quem explorar, operar ou divulgar apostas esportivas e jogos online.
A medida provisória também determinou a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, em meios físicos e digitais, até as 23h59 desta segunda-feira (5).
Segundo o governo, o mesmo prazo se aplica à remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Desde a publicação da MP, novas campanhas publicitárias do setor já estão proibidas.
Fonte: Mariana Assis, g1 — Brasília – 05/10/2026




