Sub-17: mesmo com a denuncia dos jogadores brasileiros, o árbitro do jogo não acionou o protocolo antirracismo determinado pela FIFA.
No Brasil, o racismo é tipificado como crime inafiançavel e muito se avaçou no combate aos atos racistas no futebol. Porém, infelizmente, alguns casos ainda ocorrem dentro de campo.
A Seleção Brasileira sub-17 denunciou um caso de racismo durante a vitória por 3 a 0 sobre a Argentina, na última sexta-feira (10), pelo Sul-Americano da categoria, disputado no Paraguai. O episódio ocorreu no segundo tempo, quando jogadores brasileiros relataram ao árbitro que um adversário teria feito gestos imitando um macaco.
De acordo com os atletas, a arbitragem foi informada da situação ainda durante a partida, mas o protocolo antirracismo não foi acionado e nenhum jogador foi punido.
O Brasil confirmou o favoritismo em campo e venceu o clássico sul-americano com autoridade. Os gols foram marcados por Riquelme Henrique, duas vezes, e Eduardo Conceição. Com o resultado, a equipe garantiu vaga no Mundial Sub-17 e também avançou às semifinais da competição continental.
Até o momento, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.
A Seleção volta a campo neste domingo (12), às 17h (de Brasília), quando enfrenta a Venezuela pela última rodada da fase de grupos do torneio.
Protocolo antirracismo
O protocolo antirracismo da Fifa, implementado em 2024, prevê três etapas em casos de discriminação. Inicialmente, o árbitro ou jogador deve sinalizar o incidente com um gesto em “X”, com os braços cruzados à frente do peito. Em seguida, a arbitragem pode interromper a partida.
Caso as ofensas persistam, o jogo pode ser suspenso, com os atletas encaminhados aos vestiários. Em última instância, a partida pode ser definitivamente encerrada se os atos racistas continuarem.
Fonte: Laura Vasconcelos, Metrópoles – 11/04/2026



