Entenda a polêmica sobre uma receita médica em Pernambuco que levanta investigações por possíveis irregularidades na saúde pública.
Casos de condutas inadequadas ou suspeitas de irregularidades em órgãos públicos costumam gerar grande repercussão e levantam debates sobre segurança, responsabilidade e controle interno. Em Pernambuco, uma suposta receita médica com conteúdo ofensivo viralizou nas redes sociais e passou a ser alvo de investigação da Secretaria Municipal de Saúde.
Uma suposta receita médica contendo a expressão “3h de buceta” voltou a circular nas redes sociais na última terça-feira (19). O documento teria sido emitido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Alagoinha, no interior de Pernambuco, e rapidamente ganhou repercussão na internet.
Após o caso viralizar, a Secretaria Municipal de Saúde se pronunciou oficialmente e afirmou que o documento não foi elaborado pela profissional identificada no carimbo da receita. Segundo a pasta, existem indícios de uso indevido da identificação profissional por terceiros.

A secretaria informou ainda que abriu um procedimento interno para investigar a origem do documento e apurar possíveis crimes, entre eles falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de carimbo profissional. Também será analisada a possibilidade de adulteração ou montagem da imagem antes da divulgação nas redes sociais.
Em nota, o órgão destacou que a profissional mencionada não assinou o receituário e não autorizou a utilização de seu carimbo. “Não houve validação da profissional técnica indicada no documento, tampouco assinatura que comprove autoria ou responsabilidade sobre o conteúdo”, informou a secretaria.
O comunicado também ressaltou que o texto apresentado na suposta receita contém linguagem incompatível com práticas médicas e não representa as normas e diretrizes adotadas pela rede municipal de saúde.
A reportagem buscou informações junto à Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha sobre o andamento das investigações, mas até o momento não houve atualização oficial sobre o desfecho do caso.
O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) informou que não recebeu denúncia formal relacionada ao episódio. O órgão também afirmou que não foi possível confirmar a autenticidade da imagem nem identificar se o documento teria sido emitido, de fato, por algum profissional da enfermagem.

Fonte: Lana Oliveira, Metrópoles – 20/05/2026



