Mina de Rubaya é responsável por 15% da extração mundial de coltan, liga da qual se extrai material usado por fabricantes de celulares, computadores, componentes aeroespaciais e turbinas a gás. Local é controlado pela milícia separatista M23.
Mais de 200 pessoas, incluindo cerca de 70 crianças, morreram na última terça-feira (3) em um deslizamento de terra provocado por fortes chuvas na mina de coltan de Rubaya, no leste da República Democrática do Congo, informou o Ministério de Minas nesta quarta-feira (4).
Uma autoridade do M23, grupo separatista que controla a região à revelia do governo central, de Kinshasa, havia fornecido um número de vítimas menor do que o informado pelo Ministério.
Rubaya é responsável por cerca de 15% do abastecimento mundial de coltan, a mistura de columbita e tantalita.
O material é separado e a columbita é processada para se extrair tântalo, um metal resistente ao calor e muito usado por fabricantes de celulares, computadores, componentes aeroespaciais e turbinas a gás.
Já da columbita se extrai nióbio, um metal também usado em indústria de alta tecnologia, mas menos estratégico, já que pode ser substituído por outros componentes, como o titânio.
A mina — de onde os moradores extraem o material manualmente por alguns dólares por dia — está sob o controle do grupo rebelde M23 desde 2024.
A ONU afirma que o M23 saqueou as riquezas de Rubaya para financiar sua insurgência, apoiada pelo governo da vizinha Ruanda, alegação que o governo de Kigali nega.
Os rebeldes, fortemente armados e cujo objetivo declarado é derrubar o governo central em Kinshasa e garantir a segurança da minoria tutsi congolesa, conquistaram ainda mais território rico em minerais no leste do Congo durante um avanço-relâmpago no ano passado.
Analistas apontam que o M23 é apoiado clandestinamente pelo governo de Ruanda, o qual faz fronteira com a República Democrática do Congo.
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Fonte: Por Reuters – 04/03/2026



