Zema propôs “três choques” contra corrupção, gastos e crime, enquanto Caiado apresentou a gestão em Goiás como modelo; Renan Santos e Augusto Cury também realizam atos neste domingo em seus berços políticos.
A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16), e os candidatos à Presidência já estão nas ruas para pedir votos. O g1 registrou os primeiros eventos de campanha dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas.
🔎 A partir de agora, eles podem organizar comícios, carreatas e passeatas. A propaganda na internet também está liberada. Na TV e no rádio, só começa em 28 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, neste domingo, do primeiro evento de sua campanha à reeleição. O petista escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical no fim da década de 1970.
Acompanhado de Geraldo Alckmin (PSB) e Fernando Haddad (PT), Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança e afirmou que não vai “parar de lutar” para impedir a volta da direita ao poder. A primeira-dama Janja da Silva também discursou e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas (leia mais abaixo).
Flávio Bolsonaro (PL) começou a campanha com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No discurso, defendeu o pai, prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e afirmou ser o único candidato capaz de negociar acordos comerciais com países como Estados Unidos e China.
O candidato estava acompanhado do candidato a vice Alfredo Gaspar (União Brasil), do candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e da esposa, Fernanda Bolsonaro, que também discursou. Participaram ainda do ato os candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho, além de outros aliados.
Ronaldo Caiado (PSD) começou a campanha com uma missa e uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal. A agenda teve início em Águas Lindas de Goiás e prevê passagens por outras quatro cidades antes do encerramento em Luziânia.
Ao falar sobre o início da disputa, Caiado afirmou que o país passa por “grandes desafios” e prometeu, caso seja eleito, governar “com muita garra, com muita determinação”. O candidato disse ainda que pretende percorrer o Brasil durante os 49 dias de campanha para apresentar suas propostas aos eleitores.
Já o candidato Romeu Zema (Novo) deu início à campanha em Montes Claros, no Norte de Minas. O primeiro compromisso foi uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, na região central da cidade. Ele estava acompanhado do candidato a deputado federal Marcus Vinicius (Novo) e da esposa dele.
Depois de participar de uma missa, ele realizou um ato na Praça da Matriz e caminhou até o Mercado Municipal. Em entrevista, apresentou como prioridades o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e o enfrentamento ao crime organizado.
Renan Santos (Missão) iniciou a campanha com um ato no Largo São Francisco, no Centro de São Paulo, e chegou ao local usando um colete à prova de balas.
Acompanhado do candidato a vice Aroldo Medina e do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), Renan criticou Lula e Flávio Bolsonaro. No discurso, prometeu realizar reformas para atrair investimentos estrangeiros e usar as reservas brasileiras de terras raras em negociações que envolvam transferência de tecnologia e fortalecimento militar do país.
Início da campanha
Quase todos os candidatos mais bem colocados nas pesquisas (veja a última Quaest, divulgada nesta sexta-feira, 14 de agosto) escolheram a Região Sudeste, onde está a maior parte dos eleitores. A exceção é Ronaldo Caiado. Os locais têm relação com as trajetórias políticas dos presidenciáveis.
- Lula (PT) estará em São Bernardo (SP).
- Flávio Bolsonaro (PL), no Rio de Janeiro.
- Renan Santos (Missão), em São Paulo.
- Ronaldo Caiado (PSD), em Luziânia (Goiás).
- Augusto Cury (Avante), em Santa Luzia (MG).
- Romeu Zema (Novo), em Montes Claros (MG).
Veja, a seguir, mais informações sobre os atos de campanha.
Lula (PT)
O candidato do PT escolheu São Bernardo do Campo, onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical na primeira grande greve do ABC Paulista, no final da década de 1970.
O presidente participou do ato acompanhado do candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e da primeira-dama Janja da Silva, que discursou e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas.
No discurso, Lula afirmou que não vai permitir a volta da direita ao poder. “Enquanto for vivo, não vou parar de lutar”, declarou. Lula também prometeu combater líderes de facções e criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança.
“Se for aprovada a PEC da Segurança Pública, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir responsabilidade com estados e municípios.”
Alckmin também discursou e defendeu a soberania nacional. “É tetra, e é em defesa da soberania. É em defesa do nosso Pix, é em defesa do nosso Brasil”, afirmou.
Flávio Bolsonaro (PL)
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Flávio Bolsonaro iniciou a campanha com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O candidato subiu em um trio elétrico por volta das 11h30, acompanhado do candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL).
Na política externa, afirmou ser o único candidato capaz de negociar com diferentes países.
“Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais”, declarou.
Flávio também prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e fazer um “tesouraço” nos impostos, na burocracia, na corrupção e nos cargos ocupados por petistas.
Copacabana foi palco de manifestações lideradas por Jair Bolsonaro durante e depois de seu mandato na Presidência. Atualmente em prisão domiciliar após ser condenado por tentar um golpe de Estado, o ex-presidente não participou do ato. Flávio afirmou ter recebido do pai a missão de disputar a Presidência e o defendeu no discurso. “Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia”, afirmou.
Renan Santos (Missão)
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O candidato do Missão voltou à Faculdade de Direito da USP, onde estudou. Participaram do ato o candidato a vice Aroldo Medina e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP).
Renan prometeu realizar reformas para atrair investimentos estrangeiros e afirmou que pretende usar as reservas brasileiras de terras raras nas negociações internacionais, em troca de tecnologia e do fortalecimento militar do país.
“Já imaginaram a chegada do investimento estrangeiro diante das reformas que nós vamos fazer? Já imaginaram os encontros com os chefes de Estado em que o Brasil passa a definir como será a geopolítica global, porque, detentor das terras raras, vai negociar com alguém que vai fazer troca de tecnologia com os agentes externos, de modo a fortalecer, acima de tudo, o Brasil?”, declarou.
Renan apresentou a candidatura como alternativa a Lula e Flávio Bolsonaro e afirmou que o ato marcava o início de uma mobilização política. “O que nós estamos detonando aqui é um processo. É um rastilho de pólvora, é uma fagulha que vai tornar o nosso país um país que desperta”, declarou.
Ronaldo Caiado (PSD)
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado iniciou a campanha com uma missa e uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal. O primeiro ato ocorreu em Águas Lindas de Goiás, e a agenda prevê passagens por Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental, com encerramento em Luziânia.
Caiado afirmou que escolheu a região para apresentar resultados de sua gestão em áreas como segurança, saúde, educação e programas sociais. “O que eu apresentei como campanha é exatamente o que eu posso mostrar aqui no estado de Goiás como realizado”, disse.
Ao falar sobre a disputa, afirmou que pretende percorrer o país nos próximos 49 dias. “É um momento difícil que passa o país, de grandes desafios. E, chegando, eu vou cumprir tudo aquilo com muita garra, com muita determinação”, declarou.
Augusto Cury (Avante)
O candidato do Avante, que é psiquiatra e escritor, escolheu Minas Gerais como “palanque de sua trajetória política”, como afirma sua equipe de campanha. Foi lá que Cury anunciou sua pré-candidatura, em março. Agora, o evento será em Santa Luzia, município a 27 km da capital, Belo Horizonte. Novato na política, Cury diz que busca “furar a bolha” e combater a polarização.
O candidato do Avante, que é psiquiatra e escritor, escolheu Minas Gerais como “palanque de sua trajetória política”, segundo a equipe de campanha. Foi no estado que Cury anunciou sua pré-candidatura, em março. O primeiro evento da campanha foi realizado em Santa Luzia, município a 27 quilômetros de Belo Horizonte. Novato na política, Cury afirmou que busca “furar a bolha” e combater a polarização.
Romeu Zema (Novo)
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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema iniciou a campanha com uma missa em Montes Claros. Depois, participou de um ato na Praça da Matriz e caminhou até o Mercado Municipal.
O candidato apresentou como prioridades o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e o enfrentamento ao crime organizado. “Vamos dar três choques no Brasil: um choque ético e moral, para acabar com a corrupção; um choque contra a gastança do Lula e do PT; e também um choque contra as facções e organizações criminosas”, afirmou.
Zema também defendeu enquadrar facções como grupos terroristas e construir um presídio no Norte do país para líderes dessas organizações. Sobre um eventual segundo turno, declarou: “Qualquer um que estiver contra o PT tem o meu voto”.
Fonte: Camila da Silva, Daniel Silveira Cruz – 16/08/2026




