Ataques ocorreram poucas horas após a entrada em vigor de um cessar-fogo. Israel diz ter respondido a disparos do Hezbollah no sul do Líbano.
A Defesa Civil do Líbano afirmou que 16 pessoas morreram em ataques de Israel neste sábado (20), poucas horas após a entrada em vigor de um cessar-fogo.
A continuidade dos confrontos ameaça um acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. O Exército israelense disse que estava respondendo a projéteis disparados pelo grupo terrorista Hezbollah.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que os ataques atingiram a cidade de Nabatiyeh e vilarejos próximos.
Mediadores tentavam interromper os combates entre Israel e o Hezbollah após uma intensa troca de ataques na madrugada de sexta-feira (19), que matou ao menos 47 pessoas no Líbano e quatro soldados israelenses.
Segundo o ministério da saúde do Líbano, o número de mortos no conflito com Israel ultrapassou 4 mil.
Um oficial das Forças Armadas de Israel afirmou que o Hezbollah disparou mais de 50 projéteis contra tropas israelenses no sul do Líbano durante a noite, o que levou os militares a iniciar ataques contra o grupo na região. O Hezbollah não assumiu a responsabilidade.
➡️ As tropas israelenses enfrentam no Líbano o Hezbollah, grupo terrorista financiado pelo Irã para combater Israel. Os dois lados voltaram a se atacar no início da guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio.
Na sexta-feira, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, escreveu na rede social X que Israel “permanece firmemente comprometido com um cessar-fogo imediato”, desde que o Hezbollah cumpra o acordo e interrompa as hostilidades.
Em declarações públicas, o Hezbollah afirmou que respeitará um cessar-fogo caso Israel faça o mesmo, mas não confirmou que uma trégua esteja efetivamente em vigor.
Um integrante do Hezbollah, que falou sob condição de anonimato, disse na sexta-feira, após os relatos sobre um possível acordo, que Catar, Estados Unidos e Irã estavam trabalhando para mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. No entanto, ele evitou confirmar que um acordo já tivesse sido fechado.
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Fonte: Redação g1 – 20/06/2026




