terça-feira, fevereiro 24, 2026
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MG começa a aplicar vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan

Em 2025, o país teve quase 130 mil casos prováveis de chikungunya e 121 mortes. Em 2026, já são mais de 8 mil casos e uma morte confirmada.

Minas Gerais começou a aplicar a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan contra a chikungunya.

Uma dose única, carregada de expectativa. O publicitário Luiz Felipe Motta foi o primeiro a garantir a vacina contra a chikungunya no posto de saúde de Sabará, na Grande Belo Horizonte.

“Minha mãe que teve chikungunya, tem até hoje as dores no corpo”, diz Luiz Felipe Motta.

O Instituto Butantan desenvolveu o imunizante em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A Anvisa aprovou a vacina em 2025 e a ela faz parte de um projeto piloto em dez cidades do país. O programa incluí municípios do Ceará, de Sergipe, do interior de São Paulo e de quatro cidades mineiras.

A vacina contra chikungunya é destinada a adultos de 18 a 59 anos sem imunodeficiência – doenças que enfraquecem o sistema de defesa do corpo. Além de proteger quem recebe a dose, o estudo também vai monitorar a cidade para medir, na prática, se a vacinação em massa reduz a circulação do vírus.

“É uma vacina aprovada que teve sua eficácia e sua segurança comprovadas em diversos estágios de desenvolvimento, e a gente está aqui agora gerando um dado complementar, que é a utilização em vida real”, explica Fernanda Boulos, diretora médica do Instituto Butantan.

Em 2025, o país teve quase 130 mil casos prováveis de chikungunya e 121 mortes. Em 2026, já são mais de 8 mil casos e uma morte confirmada. O infectologista Unaí Tupinambás explica que a chikungunya pode causar dores intensas nas articulações:

“A pessoa pode ficar incapacitada, pode ficar na cama, cadeira de rodas, com dor crônica, levando à depressão. A vacina está chegando, felizmente está chegando. Mas enquanto ela não vem para todo mundo, nós sempre manter aquilo que eu sempre te falo: eliminar os criadouros do Aedes aegypti. Porque você eliminando o mosquito, você evita três doenças: a chikungunya, a dengue e a zika”.

Fonte: Jornal Nacional – 23/02/2026

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