A professora, pesquisadora e ativista Zélia Amador de Deus morreu nesta terça-feira (8), em Belém. Segundo familiares, ela passou mal e foi levada a um hospital, onde morreu. A família não informou detalhes sobre o quadro de saúde nem sobre a causa da morte.
Professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), Zélia foi referência na luta antirracista na Amazônia e uma das principais vozes do movimento negro no Brasil. Sua trajetória foi marcada pela defesa das ações afirmativas, pela criação das cotas raciais nas universidades e pela articulação do movimento negro em espaços nacionais e internacionais.
Zélia foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM-UFPA). Também presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e participou da articulação para a implantação do sistema de cotas para pessoas negras nas universidades brasileiras.
Em 2001, integrou a comissão brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Durban, na África do Sul. A atuação no encontro ampliou sua participação nas discussões internacionais sobre racismo, desigualdade e direitos da população negra.
O Governo do Pará decretou luto de três dias no estado.
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