Mizael foi condenado a mais de 20 anos de prisão por matar a ex-namorada. O caso Mércia Nakashima é o segundo episódio da série “História do Crime”, que está no GloboPop.
O ex-policial militar e advogado Mizael Bispo de Souza até tentou negar que matou a ex-namorada, Mércia Nakashima, em maio de 2010.
Mas a perícia encontrou uma alga aquática na sola do sapato dele que era compatível com o local onde a vítima foi encontrada morta.
E essa foi apenas uma, das várias evidências que colocaram Mizael na cena do crime. O assassinato de Mércia completa 16 anos neste mês de maio.
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Relembre o caso
No dia 23 de maio de 2010, depois de passar uma tarde de domingo com a família em Guarulhos, SP, Mércia Nakashima disse que ia embora para a casa dela.
Mas o trajeto, que deveria durar menos de 10 minutos, se tornou em longos dias de espera e angústia para a família.
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Na época, Mércia ficou desaparecida por cerca de 19 dias. Até que uma denúncia anônima levou a polícia até a represa de Nazaré Paulista. Lá, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo da vítima e o carro submersos.
A partir daí, a perícia criminal iniciou uma investigação detalhada, que descobriu não só o assassino de Mércia, como também a forma como ela foi morta.
Segundo a investigação, Mércia discutiu com Mizael, levou um tiro na mão, outro no rosto, desmaiou e morreu afogada.
Testemunha
Um pescador, que é considerado a principal testemunha do crime, afirmou à polícia que viu um carro entrar na represa, um homem alto sair do veículo e disse que escutou gritos de mulher.
Em seguida, relatou que viu o carro afundar com as lanternas acesas. O veículo foi localizado em 10 de junho e o corpo de Mércia retirado no dia seguinte.
Mércia também era advogada e tinha 28 anos quando foi morta. Mizael tinha 48 anos na época. A polícia acredita que ele matou a ex-namorada por ciúme, porque ela não queria reatar a relação.
Em 2013, Mizael foi julgado e condenado a mais de 20 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado. Ele também foi expulso da PM em 2023 e teve o cadastro da OAB excluído.
Um amigo dele, o vigia Evandro Bezerra Silva, também foi condenado por ter ajudado no crime.
Fonte: Suelen Bastos, g1 – 15/05/2026



