Fala ocorreu feita nesta quinta no plenário do Senado. Ele se manifestou a favor de uma CPMI para investigar as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, preso desde março pela PF.
Nesta quinta-feira (21), parlamentares de diversos partidos se manifestaram a favor de uma CPMI para investigar as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, preso desde março pela Polícia Federal (PF), na operação Compliance Zero. Entre eles, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A declaração ocorreu durante sessão do Congresso Nacional, nesta manhã, para análise de um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que restringe a transferência de recursos federais para municípios considerados inadimplentes.
“É necessária a instalação da CPMI do Master. Faço um desafio: quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados no banco da CPMI, explicando qual era a relação deles com Flávio Bolsonaro, Lula e Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer, nada a esconder”, declarou.
Flávio admitiu em entrevista à GloboNews, na semana passada, que escondeu publicamente que tinha contato com Vorcaro. Ele alegou uma cláusula de confidencialidade ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Naquele dia, o site The Intercept divulgou conversas de Flávio e Vorcaro. O senador disse que pediu dinheiro para Vorcaro para custear o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, e chegou a visitar o banqueiro enquanto ele usava tornozeleira eletrônica.
À GloboNews, questionado sobre declarações anteriores, em que ele afirmava nunca ter tido contato com Vorcaro, nem ele nem integrantes da família Bolsonaro, Flávio admitiu ter mentido.
“Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, disse o pré-candidato.
Segundo o senador, o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.
Fonte: Redação g1 — Brasília – 21/05/2026



