Huíla Borges Klanovichs foi suspensa pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime após o caso. Vítima afirma que mulher exigiu pedido de desculpas; caso foi registrado como lesão corporal.
A mulher que agrediu uma atendente de 34 anos em um drive-thru do McDonald’s, na Asa Norte, em Brasília, foi afastada do trabalho após a repercussão do caso.
O g1 apurou que Huíla Borges Klanovichs, de 35 anos, é analista de recursos humanos do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Segundo o órgão, ela foi suspensa administrativamente enquanto ocorrem as investigações. Imagens do circuito de segurança da lanchonete mostram o momento em que a cliente dá um tapa no rosto da funcionária.
“O UNODC repudia qualquer forma de violência, bem como condutas contrárias aos princípios de respeito, integridade, responsabilidade e ética que orientam o Sistema ONU. […] O UNODC reitera que está à disposição para cooperar com as autoridades nacionais”, diz o órgão.
À TV Globo, Huíla Borges Klanovichs disse que preferia não se manifestar. Em nota, o McDonald’s informou que “tomou todas as providências necessárias no momento do ocorrido, acionou as autoridades e presta todo apoio à funcionária”.
Tapa foi motivado por cebola no sanduíche
A agressão ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º). De acordo com o delegado Wellington Barros, da 2ª Delegacia de Polícia, a cliente havia pedido um lanche sem cebola, mas recebeu o sanduíche com o ingrediente.
Após solicitar a troca, ela passou a exigir que a atendente pedisse desculpas.
A funcionária se recusou e, em seguida, foi agredida com um tapa no rosto. A vítima chamou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que levou as duas envolvidas para a delegacia.
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Segundo a PMDF, a suspeita chegou a negar a agressão no momento da abordagem, mas as imagens do sistema de monitoramento confirmaram o relato da vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como lesão corporal por meio de um termo circunstanciado.
Em depoimento, a autora afirmou que tem alergia grave à cebola e que se sentiu desrespeitada durante o atendimento. Já a atendente relatou que realizou a troca do pedido e que a cliente elevou o tom de voz ao exigir um pedido formal de desculpas, antes de desferir o tapa.
Huíla Borges Klanovichs se comprometeu a comparecer em juízo e foi liberada. O caso agora segue para análise do Judiciário.
Fonte: Ana Lídia Araújo, g1 DF — Brasília – 05/05/2026



