terça-feira, maio 5, 2026
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Jornalista alvo de Trump se emociona ao ganhar Pulitzer e é aplaudida de pé por colegas

Hannah Natanson, repórter do ‘The Washington Post’, foi laureada premiada categoria Serviço Público por sua cobertura sobre o Doge e os cortes do governo Trump no contingente de funcionários de agências federais dos EUA.

Uma jornalista que foi alvo do governo Trump venceu o Pulitzer na segunda-feira (4), maior prêmio do Jornalismo, e foi aplaudida de pé por seus colegas.

A repórter Hannah Natanson, do “The Washington Post”, foi laureada na categoria “Serviço Público” por sua cobertura sobre o Doge (“Departamento de Eficiência Governamental”, na tradução da sigla em inglês), criado por Elon Musk em 2025, e sobre e os cortes do governo Trump no contingente de funcionários de agências federais dos EUA.

A jornalista apareceu emocionada e chorando em um vídeo gravado por um de seus colegas no momento em que o prêmio foi anunciado.

Por conta de sua cobertura jornalística, Hannah foi alvo de uma operação do FBI em janeiro, quando agentes entraram em sua casa em Virgínia, revistaram o local e apreenderam celulares dela e dois notebooks, um deles o de trabalho.

O FBI disse em versão oficial que a operação na casa de Hannah foi necessária para uma investigação de vazamento de informações confidenciais envolvendo um contratante do governo federal que teria retido de forma ilegal documentos de defesa nacional. A jornalista, no entanto, não era alvo da investigação, segundo a agência.

O “Washington Post” descreveu a operação do FBI contra Hannah como “incomum e agressiva”, e entrou na Justiça contra o governo Trump para recuperar os dispositivos de Hannah. Grupos de liberdade de imprensa afirmaram que a operação foi um ataque ao jornalismo independente nos EUA.

O 2º mandato do governo Trump foi marcado por amplas demissões de trabalhadores de agências federais, além da criação do Doge para cortar gastos no governo dos EUA. O departamento, chefiado durante alguns meses pelo bilionário Elon Musk, prometia cortar US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bi) em gastos do funcionalismo federal norte-americano, porém a investida acabou gerando prejuízos e colecionou polêmicas e acusações de abuso de poder.

Fonte: Redação g1 – 05/05/2026

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