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Trump diz que voltará a atacar o Irã se Hezbollah não for contido

Presidente dos EUA ameaçou novas ofensivas no mesmo dia em que seu vice, JD Vance, participou de negociações com o Irã previstas no acordo de paz.

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, ameaçou neste domingo (21) voltar a atacar o Irã caso Teerã não impeça novos ataques do Hezbollah a Israel.

“O Irã deve impedir imediatamente que seus PROXIES bem pagos no Líbano causem problemas”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social. “Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!!!”.

➡️ Embora tenha sido criado e atue em território libanês, o grupo terrorista Hezbollah é financiado pelo Irã e faz ataques constantes contra Israel, vizinha do Líbano. O Hezbollah é o alvo dos ataques israelenses ao Líbano.

Trump fez a ameaça no mesmo dia em que Estados Unidos e Irã realizam as primeiras conversas após assinarem o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. As negociações ocorrem em Zurique, na Suíça, e participam:

  • O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance;
  • Jared Kushner, genro de Donald Trump e um dos chefes das negociações com o Irã;
  • O enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff;
  • O chanceler iraniano, Abbas Araqchi;
  • O negociador-chefe e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, uma das principais figuras do governo iraniano;
  • O governador do Banco Central Abdolnaser Hemmati, informou a TV estatal iraniana;
  • Membros dos governos do Paquistão e do Catar, que mediam as negociações.

Vance disse, na abertura das negociações, que os EUA veem um futuro em paz com o Irã e que acredita que os dois países podem seguir “juntos”. O vice-presidente do EUA disse ainda que chegou às trativas com um pedido do presidente dos EUA, Donald Trumppara que os EUA “virem a página para transformar a relação com o Irã.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse esperar avanço nas negociações com as conversas deste domingo.

“Espero que os envolvidos nas negociações consigam fazer o processo avançar com sucesso”, disse Pezeshkian.

O memorando de entendimento assinado nesta semana prevê um prazo de 60 dias para um acordo final focado no programa nuclear iraniano e no levantamento das sanções contra a economia do país. Segundo Berna, as conversas preparatórias começaram hoje.

A chancelaria do Irã anunciou para amanhã negociações técnicas entre iranianos e americanos, com a presença de representantes dos países mediadores Catar e Paquistão.

Protocolo ‘em risco’

O porta-voz da diplomacia iraniana afirmou que o acordo estará “em risco” se suas cláusulas não forem aplicadas rapidamente, referindo-se à situação no Líbano, onde Israel e o Hezbollah se enfrentam.

O comando militar central do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques de Israel no sul do Líbano, por considerá-los uma violação do seu acordo com os Estados Unidos. A instituição anunciou que o Estreito “será fechado à passagem de navios” e afirmou que este “primeiro passo é uma resposta ao descumprimento da promessa por parte do inimigo”.

A nota do comando adverte que, “se a agressão continuar, novas medidas serão planejadas para obrigar o inimigo a cumprir suas obrigações”. Já Donald Trump ameaçou aplicar um pedágio no Estreito caso não haja acordo.

Via importante para o transporte de petróleo e gás, o Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã durante boa parte da guerra, o que abalou os mercados mundiais de energia. Teerã havia concordado em reabri-lo como parte do memorando de entendimento com os Estados Unidos, e o tráfego marítimo foi retomado gradualmente nos últimos dias.

Fonte: Redação g1 – 21/06/2026

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