sábado, junho 13, 2026
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Corpo de menino morto envenenado com chumbinho será sepultado neste sábado na Baixada Fluminense

Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, que estava internado desde o dia 1º no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, morreu na noite de quinta-feira.

O corpo do menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morto envenenado com chumbinho, será sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti, na tarde deste sábado (13). O velório está previsto para começar às 13h e o sepultamento às 16h30.

O resultado do laudo do exame toxicológico do menino confirmou que ele ingeriu terbufós-sulfóxido, popularmente conhecido como chumbinho. Ele morreu na noite de quinta-feira depois de mais de uma semana internado.

Com isso, a principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) é que a criança possa ter sido envenenada. A substância foi detectada no lavado gástrico analisado no Instituto Médico Legal (IML).

Além do chumbinho, os peritos também encontraram vestígios de lidocaína e midazolam no material coletado da criança, mas a detecção das substâncias pode ter relação com o atendimento médico no hospital. De acordo com parentes, em 31 de maio, numa festa da avó materna, ele comeu um pedaço de um bolo e passou mal.

A ocorrência tinha sido registrada no dia 2 na 64ª DP (São João de Meriti) pelo pai do menino, Ademir de Mello, que já suspeitava que o filho tenha ingerido chumbinho, substância frequentemente comercializada de forma ilegal como raticida.

Nos últimos dias, a família relatou que o estado de saúde da criança era delicado. Segundo o pai, Arthur apresentava um grande inchaço cerebral e respondia às medicações de forma limitada.

A mãe do menino, Lindiane da Silva, pediu que o caso seja esclarecido. “A cura do meu filho é a Justiça”, disse.

Com o resultado do laudo toxicológico, a contaminação proposital passa a ser a grande suspeita da DHBF, que assumiu o caso após a morte de Arthur. Testemunhas deverão ser ouvidas e outras diligências estão em andamento para identificar o que provocou o quadro clínico da criança. O pai de Arthur já prestou depoimento.

Fonte: g1 Rio – 13/06/2026

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