Torcidas de Paysandu e Remo se unem em manifestação de apoio à reeleição de Lula, mobilizando cerca de 300 militantes em Belém. O ato visa ampliar a mobilização popular na reta final da disputa presidencial.
Integrantes de movimentos de esquerda ligados às torcidas de Paysandu e Remo participaram de uma manifestação em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato reuniu cerca de 300 militantes na avenida Almirante Barroso com a Lomas, que defendem a ampliação da mobilização popular na reta final da disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A manifestação ocorreu após o resultado do primeiro turno das eleições, que, segundo os participantes, aumentou a necessidade de mobilização em defesa da candidatura petista. Os organizadores pretendem manter as atividades até a votação do segundo turno.
Uma das organizadoras do grupo Lobos pela Democracia, que aderiu à mobilização, a auxiliar de logística Stefany Costa, 28, explicou que a iniciativa surgiu nas redes sociais e ganhou força. “O nosso objetivo é tanto buscar a virada quanto conscientizar as pessoas dos direitos que elas podem estar perdendo. Queremos conversar com os indecisos e com aqueles que acham que a política não serve para eles. Sabemos que é justamente na vida dessas pessoas que a política tem impacto”, afirmou.
Stefany destacou que questões como direitos trabalhistas, valorização do salário mínimo e transporte público estão entre os assuntos abordados pelo movimento. Segundo ela, a convocação reuniu mais interessados do que o esperado. A organização foi feita pelos grupos Remistas Antifascistas e Bicolores Antifascistas. “As pessoas dizem muito que futebol e política não se misturam, mas acho isso equivocado. Temos duas torcidas muito grandes, com uma rivalidade histórica de mais de 100 anos, e que estão aqui juntas por um objetivo, que é um Brasil melhor, a democracia e a luta pelos direitos dos trabalhadores”, declarou Stefany.
A auxiliar de escritório Paula Almeida, 33, é remista e também participou da mobilização. Ela contou que o movimento antifascista do qual faz parte mantém atividades desde eleições anteriores e acabou se transformando em um espaço de convivência entre torcedores, que também se encontram para acompanhar partidas e participar de atividades esportivas.
Segundo Paula, o resultado do primeiro turno surpreendeu parte dos apoiadores de Lula e motivou uma presença mais intensa nas ruas. “Acho que ninguém estava acreditando que seria do jeito que foi. A gente tomou um susto com o resultado e agora resolveu ocupar as ruas. Tenho certeza de que podemos virar essa eleição”, disse.
Paula afirmou ter percebido uma recepção positiva de parte da população durante os atos. “Fiquei com um pouco de medo de vir com a blusa, mas a gente vive numa democracia. As pessoas buzinam, demonstram apoio. Acho que neste segundo turno a receptividade está maior”, contou. Nesta sexta, manifestações a favor da candidatura do presidente também foram registradas em outros pontos da cidade, como o Mercado de São Brás e o Theatro da Paz.

Fonte: Diário do Pará, Pedro Valdez – 16/10/2026




