TSE explica, no teste, especialistas procuram vulnerabilidades no sistema e sugerem aperfeiçamentos. Na edição de 2025 da avaliação, pesquisadores realizaram 35 ‘planos de ataque’, dos quais 29 foram executados e só quatro indicaram ‘achados’.
Circula nas redes sociais posts alegando que uma série de ataques feitos por hackers invadiram urnas eletrônicas durante um teste de segurança do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É #FAKE.
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🔴 Como é a publicação?
- O post, publicado no Instagram em 12 de agosto, acumula 9 mil curtidas, 970 comentários e mais de 1,5 mil republicações.
- O conteúdo mostra a imagem de uma urna da Justiça Eleitoral. Um texto sobreposto à imagem diz: “Os melhores hackers do Brasil tentaram invadir uma urna eletrônica em teste de segurança: foram 35 planos de ataque diferentes e a urna foi invadida em todos. O TSE utiliza esse tipo de avaliação para testar suas barreiras de segurança e aprimorar o sistema eleitoral diante de diferentes possibilidades de ataque”.
⚠️ Por que é #FAKE?
Na sexta-feira (28), o site oficial da Justiça Eleitoral publicou um comunicado com a seguinte explicação. “É enganoso afirmar que as urnas eletrônicas foram invadidas durante o Teste Público de Segurança de 2025. O evento é uma das etapas de fiscalização do sistema eletrônico de votação e tem como objetivo permitir que especialistas externos procurem vulnerabilidades e apresentem sugestões de aperfeiçoamento antes das eleições”.
Na sequência, a nota detalha: “No teste realizado em dezembro de 2025, estavam previstos 35 planos de ataque. Desses, 29 foram executados e apenas quatro planos apresentaram achados. Nenhum deles comprometeu a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições. É equivocado, portanto, afirmar que as urnas foram invadidas”.
A urna eletrônica é usada, no Brasil, desde 1996. Desde então, têm sido aplicados diversos métodos para fiscalizar, auditar e avaliar o equipamento. O TSE faz desde 2009 o chamado Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais – “preferencialmente em anos não eleitorais” (como 2025). Sobre os “achados” referentes à edição do ano passado, todos foram “tratados pelo TSE antes das Eleições Gerais de 2026”.
“As melhorias implementadas foram verificadas pelos próprios investigadores durante o Teste de Confirmação, realizado de 13 a 15 de maio de 2026”, explica o material.
“Portanto, o fato de pesquisadores terem conseguido executar planos de ataque ou identificado pontos de melhoria durante um teste controlado não significa que tenham invadido as urnas ou comprometido a segurança das eleições.”
Veja as datas marcadas pelo TSE para processos de fiscalização:
- Outubro de 2025 – Abertura do código-fonte
- Novembro de 2025 – Teste Público de Segurança (TPS)
- Março de 2026 – Testes de confirmação do TPS
- Agosto de 2026 – Assinatura e lacração dos sistemas
- Setembro de 2026 – Geração de mídias e preparação das urnas
- Véspera da eleição – Verificação da tabela de correspondência
- Dia da eleição – Zerésima, teste de integridade e boletim da urna
- Pós-eleição – Boletim da urna na web, divulgação de arquivos de logs e Registro Digital do Voto (RDV)
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Fonte: Redação g1 – 01/09/2026




