Bia Aflalo e o perfil Belém de Outrora compararam imagens históricas e atuais de cinemas, comércios, casarões e espaços públicos da capital paraense.
Fachadas ganharam novas marcas, imóveis passaram a desempenhar outras funções e edifícios ocuparam áreas antes marcadas por construções menores. Uma sequência de fotografias publicada no Instagram coloca lado a lado a Belém dos anos 80 e a cidade atual para revelar mudanças acumuladas ao longo de cerca de quatro décadas.
A arquiteta e professora Bia Aflalo e o perfil Belém de Outrora, mantido por Felipe Pereira Rissato, reuniram registros históricos e recentes dos mesmos pontos da capital paraense. O resultado é um conjunto de comparações que percorre antigos estabelecimentos comerciais, cinemas, supermercados, casarões, áreas públicas e espaços de convivência.






Imagens revelam mudanças urbanas
O antigo Supermercado Almirante aparece entre os locais selecionados. O imóvel visto na fotografia histórica passou a abrigar uma farmácia com uma fachada bem diferente. A série de imagens também inclui o antigo Cine Olympia – que atualmente passa por obras de restauro – e outros prédios e empreendimentos ligados ao cotidiano dos moradores durante os anos 1980.
Em parte das imagens, os traços arquitetônicos ainda permitem reconhecer as construções, apesar das mudanças de fachada, marca ou finalidade. Outros cenários passaram por intervenções mais acentuadas, como a substituição de imóveis, a ampliação das vias e o avanço da verticalização.
O contraste não se limita aos edifícios. Automóveis, placas comerciais, anúncios, calçadas, fiações e diferentes formas de ocupação ajudam a mostrar como era a atmosfera urbana daquele período. Quando comparados aos registros recentes, esses elementos evidenciam alterações na aparência e no uso de diversas áreas de Belém.

Trend resgata memórias de Belém
A iniciativa surgiu em meio à trend que levou referências aos anos 1980 novamente às redes sociais. Imagens, músicas, roupas e recordações da década passaram a estimular publicações marcadas pela nostalgia. Em Belém, Bia Aflalo e Felipe Pereira Rissato aproveitaram a tendência para direcionar o olhar à história urbana da capital.
Além de revelar as mudanças físicas, as fotos convidam os internautas a relacionar os espaços às próprias experiências. Ao final da publicação, a postagem pergunta:
“Viveu ou lembrou dessa época? Comenta tuas melhores memórias e compartilha com quem dividiu elas contigo”.
O convite abre espaço para que moradores reconheçam antigos pontos de encontro, recordem estabelecimentos que desapareceram e compartilhem histórias vividas nos locais retratados. Dessa forma, as fotografias também funcionam como pontos de partida para um registro coletivo das lembranças associadas à cidade.
Fotografias aproximam duas gerações
Para quem viveu em Belém durante os anos 1980, as comparações podem recuperar cenas da infância, da juventude e dos hábitos daquele período. Por outro lado, quem pertence a gerações mais novas encontra nas imagens a oportunidade de conhecer a configuração anterior de espaços hoje incorporados ao cotidiano da capital. Ao aproximar passado e presente, os registros preservam fragmentos da história urbana da capital paraense.
Fonte: Cintia Magno – 10/09/2026




