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Soldado francês da ONU é morto no Líbano; Unifil e Macron apontam Hezbollah como suspeito

Ataque acontece cerca de um dia após Trump anunciar cessar-fogo de dez dias de Israel no Líbano. Hezbollah ainda não se pronunciou oficialmente sobre caso, mas parlamentar ligado ao grupo condenou ataque.

Um soldado da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) foi morto e outros três ficaram feridos em um ataque no sul do Líbano na manhã deste sábado (18).

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou o ataque e ordenou uma investigação imediata, segundo publicação na rede X.

De acordo com a Unifil, a avaliação inicial é que os disparos partiram de agentes não estatais, possivelmente ligados ao Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã.

” A UNIFIL iniciou uma investigação para determinar as circunstâncias que envolvem este trágico incidente. A avaliação inicial indica que o incêndio foi provocado por agentes não estatais (supostamente o Hezbollah)”, afirmou a UNIFIL em comunicado.

O Hezbollah ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas o presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, que é aliado ao Hezbollah, condenou o ataque, segundo a agência de notícias francesa AFP.

Em comunicado, Berri afirmou “condenar o ataque contra uma patrulha do contingente francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano no sul do Líbano”.

Os militares realizavam uma operação de remoção de artefatos explosivos no momento do ataque.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também se pronunciou e apontou o Hezbollah como suspeito.

“Tudo indica que a responsabilidade por esse ataque recai sobre o Hezbollah. A França exige que as autoridades libanesas prendam imediatamente os responsáveis e assumam suas responsabilidades ao lado da Unifil”, disse Macron.

Macron identificou a vítima como o sargento-chefe Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista de Montauban.

Ataque acontece durante cessar-fogo de Israel no Líbano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias. A trégua, disse Trump, inclui o Hezbollah, o grupo terrorista que Israel diz alvejar nos ataques ao território libanês.

➡️ Israel vem atacando o Líbano na esteira da guerra no Oriente Médio e diz alvejar o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel. O Exército libanês não se envolveu diretamente no conflito.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou ter concordado com o cessar-fogo anunciado por Trump.

Já o Hezbollah disse em um comunicado após o anúncio que qualquer cessar-fogo deve impedir a presença de soldados israelenses. Mas Netanayhu afirmou que o acordo não prevê a retirada de seus soldados, que ocupam partes do sul do Líbano atualmente, o que pode fazer a trégua ruir.

Antes, o grupo terrorista já havia dito que não cumpriria nenhum acordo entre os dois governos.

As relações entre os dois países do Oriente Médio, vizinhos, são estremecidas desde a década de 1970. Israel atacou o sul do Líbano em 1978 e novamente em 1982 para combater ofensivas constantes de milícias pró-Palestina.

Fonte: Redação g1 – 18/04/2026

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