Campanhas alertam para a importância do diagnóstico precoce de tumores no sistema nervoso e trazem visibilidade às doenças inflamatórias do intestino
O mês de maio ganha cores específicas para conscientizar a população sobre condições de saúde complexas que exigem diagnóstico rápido e tratamento especializado. Enquanto o “Maio Cinza” foca no combate ao câncer cerebral, o “Maio Roxo” joga luz sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, que afetam a qualidade de vida de milhares de brasileiros.
No Pará, o Maio Cinza acende um alerta importante. Segundo dados do Hospital Ophir Loyola, referência em neuro-oncologia na região Norte, centenas de pacientes buscam tratamento contra tumores cerebrais, que surgem pelo crescimento desordenado de células no sistema nervoso.
Os sintomas variam desde dores de cabeça intensas até alterações na visão e crises convulsivas. No estado, a estimativa é de cerca de 2,91 novos casos a cada 100 mil homens e 2,77 entre as mulheres, reforçando que o acompanhamento médico imediato ao sinal de sintomas é decisivo para o sucesso terapêutico.
Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) Paralelamente, o Maio Roxo destaca as DIIs, doenças imunomediadas e crônicas. A Doença de Crohn pode inflamar qualquer parte do trato gastrointestinal, enquanto a Retocolite Ulcerativa concentra-se no intestino grosso e reto. Por não terem cura, o foco da campanha é o controle dos sintomas e a busca pela remissão, permitindo que o paciente leve uma vida normal.
Especialistas reforçam que a população deve ficar atenta aos sinais de alerta para as DIIs:
• Dor e cólicas abdominais recorrentes;
• Diarreia persistente (com presença de sangue ou muco);
• Perda de peso inexplicada e fadiga extrema.
Onde buscar ajuda Para casos de suspeita de câncer cerebral no Pará, o Hospital Ophir Loyola é a principal unidade de suporte, contando com tecnologia para cirurgias complexas e tratamentos de quimioterapia. Já para informações sobre doenças intestinais, pacientes e familiares podem consultar o portal do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal no Brasil (GEDIIB), que oferece diretrizes e materiais educativos atualizados para o acompanhamento multidisciplinar necessário.
Fonte: DOL Carajás / Com informações Diário do Pará – 15/05/2026



